terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Uma velhice segura:Casa Ideal para idosos - TCC Edificações 2013

COLÉGIO ESTADUAL POLIVALENTE - ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E PROFISSIONAL

TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES


UMA VELHICE SEGURA:
CASA IDEAL PARA IDOSOS




CRISTIANO PEREIRA


PONTA GROSSA
2013

CRISTIANO PEREIRA





UMA VELHICE SEGURA:
CASA IDEAL PARA IDOSOS


Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial à obtenção do título do Colégio Estadual Polivalente.
Orientador: Israel Marcolin Pinto
Co-orientador: Luis Banaczek





DEDICATÓRIA

Dedico a minha esposa Rose Naconecny, e a meus professores Luis, Israel, Luciane, Spencer, José Elias e Cesar.

AGRADECIMENTOS

Agradeço acima de tudo a Deus, depois a minha família (minha Esposa Rose, meu Pai José, minha mãe Rosalina), por todo o apoio dado nos dois longos anos de curso e que apesar do sacrifício de ter que trabalhar estudar e cuidar da família, estou vencendo mais esta batalha.


“Ajuda precisamos todos, sempre, em qualquer fase da vida. 
Então, não é uma coisa estranha que alguém precise de 
alguma colaboração em alguma coisa”
Délia Goldfarb, 2012


RESUMO

PEREIRA, Cristiano Pereira. Uma velhice segura: residência segura para idosos. 2013. 28 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Edificações) – Colégio Estadual Polivalente, ensino fundamental, médio e profissional. Ponta Grossa, 2013. 
Este trabalho de conclusão de curso, tem como objetivo, mostrar como deve ser construída e mobiliada, uma residência que ofereça segurança para pessoas idosas e pessoas com deficiência, oferecendo conforto e acessibilidade para tal. Também cita, o que a norma NBR-9050 solicita para o mínimo de segurança em uma residência, mostrando de forma teórica e com ilustrações de objetos que oferecem segurança para idosos, deficientes e crianças. Cita as peças adaptáveis de uma residência, com detalhes e dicas que engenheiros e arquitetos de renome nos oferecem para que sejam idealizados de forma prática e acessível
  • Palavras-chave: Idosos. Acessibilidade. Adaptações. Desenho Universal. NBR9050.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Planta caixa casa acessível 12
Figura 2 - Exemplos de barras longitudinais, utilizadas para apoio de pessoas com dificuldades na locomoção. 14
Figura 3 - Tapete anti derrapante para banheiro. 16
Figura 4 - Vista frontal de um banheiro ideal para idosos e cadeirantes. 17
Figura 5 - Vista que mostra as barras de apoio na bacia sanitária, e a porta do box com 80 centímetros de vão. 17
Figura 6 - Vista frontal da pia, em que possui vão inferior para que se possa encaixar a cadeira de rodas. Temos a visão também da altura ideal do espelho com iluminação, barras de apoio e torneira com alavanca para facilitar o manuseio. 18
Figura 7 - Exemplo de bacia sanitária com o acento elevado e barras de apoio acopladas ao acento. 18
Figura 8 - Sala adaptada sem tapetes vista lateral 19
Figura 9 - Sala adaptada sem tapetes vista frontal 19
Figura 10 - Esta figura representa o contraste de uma escada com as adaptações de segurança necessárias (figura da direita) e uma escada em que não tem adaptação de segurança alguma (figura da esquerda), escada tal que oferece risco de queda para qualquer pessoa. 21
Figura 11 - Projeção 3D de um quarto ideal para idosos. 22
Figura 12 - Exemplo de posicionamentos dos moveis para idosos. 23
Figura 13 - Vista total do quarto adaptados para idosos. 23
Figura 14 - Vista frontal da cama, com criados mudo, para que ofereçam conforto e segurança, e para que o idoso não precise se deslocar até o guarda-roupas para apanhar um par de meias ou outros objetos pessoais. 24
Figura 15 - Vista total da cozinha adaptada, com posicionamento ideal dos móveis. 24
Figura 16 - Visualização do tampo ao lado do fogão, que auxilia no apoio de panelas quentes e corte de alimentos. 25
Figura 17 - Fista frontal da cozinha, em que mostra o espaço em baixo da pia para que se possa encaixar a cadeira de rodas. 25
Figura 18 - Exemplos de fotos de vistorias de obras. Pontos de referência. 29
Figura 19 - Casa em que foi realizada vistoria. 30
Figura 20 - Casa que foi realizado vistoria - Parte interna. 30
Figura 21 - Casa que foi realizado vistoria - Parte interna, telhado. 30
Figura 22 - Casa que foi realizado vistoria - Parte interna. 31
Figura 23 - Casa que foi realizado vistoria - contra-piso do banheiro. 31
Figura 24 - Casa que foi realizado vistoria - Contra piso do banheiro pronto. 31
Figura 25 - Casa que foi realizado vistoria - Beiral com detalhes rústicos em madeira. 32
Figura 26 - Vistoria realizada para futura continuação de obra - Obra Interditada. 32
Figura 27 - Vistoria realizada para futura continuação de obra - Obra Interditada. 32
Figura 28 - Vistoria realizada para futura continuação de obra - Obra Interditada. 33

LISTA DE SIGLAS
  • NBR : Norma Brasileira 
  • NT : Norma Técnica 
  • CH :Capital Humano 
  • EUA : Estados Unidos da América
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................ 10
1.1 OBJETIVOS.................................................................................................. 10
1.1.1 Objetivos Gerais....................................................................................... 10
2 JUSTIFICATIVA.............................................................................................. 11
3 REFERENCIAL TEÓRICO.............................................................................. 12
3.1 CONSIDERAÇÕES A ACESSIBILIDADE A IDOSOS............................... 12
3.1.1 Aplicações............................................................................................... 12
4 UMA VELHICE SEGURA CASA IDEAL PARA IDOSOS....................... 13
4.1 DESENHO UNIVERSAL E NBR 9050.................................................... 13
4.2 AMBIENTES ADAPTÁVEIS................................................................... 15
4.2.1 Banheiro.................................................................................................. 15
4.2.2 Sala de estar e sala de jantar.................................................................... 19
4.2.3 Corredor................................................................................................... 20
4.2.4 Escadas..................................................................................................... 21
4.2.5 Dormitórios............................................................................................... 22
4.2.6 Cozinha..................................................................................................... 24
5 CONCLUSÃO................................................................................................ 27
6 RELATÓRIO DE ESTÁGIO.......................................................................... 28
REFERÊNCIAS.................................................................................................. 34


1 introdução

A população brasileira e mundial vem crescendo diáriamente e no Brasil a média de vida vem aumentando também, pois a qualidade de vida aumentou consideravelmente, conforme pesquisas que encontrei, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a média atual de vida é de 73 anos. Por isso, para garantir o conforto e segurança daqueles que por tanto tempo cuidaram de nós, as adaptações em casa são necessária. A solução de um espaço acessível está no projeto que, ao ser idealizado por um arquiteto, engenheiro ou projetista deve considerar as diversas etapas da vida de um ser humano e os variados tipos de usuários, sejam eles moradores ou visitantes, seja um bebê ou um idoso, sejam portadores de deficiência, com mobilidade reduzida ou não.
Como disse Silvana Maria Rosso, 2013, todos têm direito a espaços adaptados e seguros, segundo define a norma técnica 9050, da ABNT, a acessibilidade é a possibilidade e a condição de alcance, percepção e entendimento para o uso com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos.
Este trabalho teve como subsídio as pesquisas para que, de forma prática, mostre a acessibilidade nas edificações.

1.1 OBJETIVOS

........... Identificar problemas, e soluções técnicas, para que a residência não se torne  perigosa ao idoso.

1.1.1 Objetivos Gerais

Este trabalho tem o objetivo de mostrar critérios e parâmetros técnicos a serem observados quando do projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e às condições de acessibilidade a idosos, que também pode ser aplicado a deficientes físicos e crianças.

2 JUSTIFICATIVA

Visando mostrar o futuro que todos nos teremos, e para as pessoas idosas que nas situações citadas neste trabalho se encontram, elaborei este trabalho com o intuito de informar as pessoas de que podemos ter uma velhice segura, sem muitos investimentos, mas que melhorariam a nossa qualidade de vida apenas com a prevenção de acidentes.

3 REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 CONSIDERAÇÕES A ACESSIBILIDADE A IDOSOS

Conforme a NBR 9050, no estabelecimento de critérios e parâmetros técnicos para acessibilidade a idosos, foram consideradas diversas condições de mobilidade e de percepção do ambiente, com ou sem a ajuda de aparelhos específicos, como: próteses, aparelhos de apoio, cadeiras de rodas, bengalas de rastreamento, sistemas assistivos de audição ou qualquer outro que venha a complementar necessidades individuais.


Figura 1 - Planta caixa casa acessível

3.1.1 Aplicações

A NBR 9050 também cita, que todas as edificações residenciais multifamiliares, condomínios e conjuntos habitacionais devem ser acessíveis em suas áreas de uso comum, sendo facultativa a aplicação do disposto nesta Norma em edificações unifamiliares. As unidades autônomas acessíveis devem ser localizadas em rota acessível.

4 UMA VELHICE SEGURA CASA IDEAL PARA IDOSOS

Conforme cita uma matéria do site HAGAH RS, um dos maiores perigos que cercam os idosos são as quedas. As causas mais comuns de acidentes em casa são os obstáculos que se encontram pelo caminho. Pode ser um tapete, um piso molhado, um móvel que deixa pouco espaço para passagem ou até um degrau. O banheiro é o lugar com maior incidência de acidentes graves, primeiro porque muitos idosos querem preservar a privacidade e chaveiam a porta, e segundo porque o local costuma ficar com frequência úmido e escorregadio. 
A arquiteta Fernanda Abreu,(s/d), fala que, quando se cria um projeto arquitetônico para pessoas idosas, pequenas alterações podem significar grande ganho de conforto e segurança.

4.1 DESENHO UNIVERSAL E NBR 9050

Silvana Maria Rosso, 2013 cita que, adotado inicialmente pelos EUA, nos anos 1980, o Desenho Universal surgiu para atender as necessidades não só de cadeirantes, mas de todos aqueles que apresentam necessidades especiais como os deficientes visuais e intelectuais, assim como os idosos e os que usam muletas ou andador.
O Desenho Universal, expressão usada pela primeira vez pelo arquiteto americano Ron Mace (s/d), também considera os usuários com deficiência temporária e a diversidade humana e suas características antropométricas e sensoriais.
A NBR 9050 se baseia nos conceitos do Desenho Universal e da NT 9050, que estabelece parâmetros para o design e a arquitetura, de modo a garantir autonomia e segurança a mais pessoas.
Daniela Velosa arquiteta, diz, "Quando se executa um projeto com base no Desenho Universal, levamos em conta que o ser humano evolui ao longo da vida e suas necessidades e características mudam conforme a faixa etária".
Para que o espaço seja acessível e de uso abrangente, seu dimensionamento deve estar correto e podemos citar algumas funções que o projeto de arquitetura deve cumprir, segundo os conceitos do Desenho Universal:
  • Permitir o acesso e uso confortáveis para os usuários, sentados ou em pé; 
  • Possibilitar o alcance visual dos ambientes e produtos a todos os usuários, sentados ou em pé; 
  • Acomodar variações ergonômicas, oferecendo condições de manuseio e contato para usuários com as mais variadas dificuldades de manipulação, toque e pegada; 
  • Permitir a utilização dos espaços por pessoas com equipamentos de locomoção, como cadeira de rodas, muletas, entre outras, de acordo com suas necessidades para atividades cotidianas. 

Figura 2 - Exemplos de barras longitudinais, utilizadas para apoio de pessoas com dificuldades na locomoção.

Segundo a NBR-9050, no projeto de arquitetura, vários itens de acessibilidade podem ser contemplados. E como principal podemos citar que:
  • 0,90 m é a largura mínima de corredores e portas de passagem;
  • 0,80 m é a largura mínima do vão de outras portas;
  • 0,80 x 1,20 m é o maior módulo referência pois comporta um cadeirante;
  • 1,50 x 1,20 m é a área necessária para a rotação de 180 graus de uma cadeira de rodas;
  • Entre 0,60 m e 1,00 m do piso é a altura média de interruptores e comandos;
  • 0,50 cm é o desnível máximo permitido;
  • 0,60 m é a altura máxima para os peitoris de janelas;

Vale salientar que algumas dicas devem ser levadas em consideração também, como por exemplo:
  • Colocar luminária de emergência e luz de balizamento nas áreas de circulação;
  • Instalar sensores de presença nas luminárias em áreas de circulação noturna;
  • Os abajures devem ser acionados por interruptor;
  • Deve ser usado os Interruptores com LED para localização rápida;
  • O topo de degraus ou desníveis devem ter cor contrastante com o piso;
  • O piso deve ser antiderrapante e eliminar o uso de tapetes;
  • O mobiliário, de preferência, deve ser robusto, pesado e sem quinas retas;
4.2 AMBIENTES ADAPTÁVEIS

Quando se esta fazendo o projeto de uma residência, deve ser levados em consideração vários fatores distintos, mas que na hora em que a família alocar-se na edificação, não terão dificuldades em posicionar os moveis, e para que não gere problemas na locomoção de pessoas com dificuldades. Por isso deve ser criados ambientes adaptáveis, para que no decorrer da evolução natural das pessoas, elas possam adaptar com móveis e acessórios e as auxiliem e não ofereçam perigos físicos.
Segundo Carina Martins, iG São Paulo, 2013, a parte prática das adaptações pode ser muito mais simples do que a conversa familiar necessária para chegar lá. “À medida que o tempo passar, você vai precisando de mais recursos para fazer as coisas com segurança. A questão é se você tem ou não consciência desses recursos. Se a pessoa é consciente e com bom senso, vai construindo essas adaptações. E se existe um bom diálogo familiar, vai construindo essas adaptações com a família”, explica a psicanalista Délia Goldfarb. “Agora, se é uma família altamente conflitiva – porque um pouco todas são –, onde nunca houve diálogo sobre as necessidades de qualquer um de seus membros, e as necessidades não foram respeitadas, aí o diálogo vai ser mais difícil e o processo de criar adaptações também.”
Se a conversa em casa estiver muito complicada, a saída é procurar a ajuda de profissionais. “Se a família sozinha não consegue produzir essa mudança ou a produz com um custo emocional alto demais, se alguém está sofrendo muito por isso, existem profissionais que orientam, que ajudam, que apoiam. Hoje em dia na gerontologia tem muitos profissionais que se dedicam exatamente a essas intervenções familiares de acompanhar essa mudança, que vão construindo caminhos para esse diálogo que falta”, orienta Délia.

4.2.1 Banheiro

“O banheiro é um local em que se cai muito. As pessoas molham o piso e vira um verdadeiro sabão. Às vezes não tem como trocar o piso, mas há alguns tapetes de borracha que grudam no chão, lembrando que, não pode ser qualquer um, porque se for um que escorregue é pior", explica Sérgio Paschoal, 2013, coordenador do Programa de Prevenção de Queda. "Mesmo se o piso for antiderrapante, você tem que ter barras de apoio sólidas. No mínimo, a velocidade e a energia da queda serão menores”, completa. Segundo ele, as barras são importantes também para evitar que as pessoas usem alternativas de apoio, como a torneira, que podem agravar a queda. “Existem adaptações muito legais, que são cadeiras pregadas na parede, cujo assento é dobrável para a parede. A pessoa desdobra, senta e toma banho mais tranquilo”, diz


Figura 3 - Tapete anti derrapante para banheiro.

Ainda no banheiro, é fundamental que o vaso sanitário seja elevado e tenha barras laterais ou apoio para os braços. “Se a pessoa não tiver força no quadríceps, ela desaba, pode até quebrar o vaso e se machucar mais ainda”, diz Sérgio. As antigas adaptações de alvenaria para elevar o vaso sanitário causavam má-impressão, e eram evitadas em muitos casos em que eram necessárias. Hoje, é possível encontrar assentos removíveis em casas de materiais cirúrgicos: causam menos impacto visual e permitem que o banheiro seja usado também por quem dispensa a adaptação. Mesmo que haja uma resistência inicial a essas adaptações, o coordenador do Programa de Prevenção de Quedas explica que, em sua experiência, elas acabam sendo aprovadas pelos idosos, porque permitem que eles dispensem ajuda.
No chuveiro, algumas vezes pode ser necessária uma cadeira de plástico para a pessoa tomar banho sentada.
No chão do banheiro (o maior causador de quedas) há duas opções: piso antiderrapante e tapete de borracha que gruda no chão. 

Figura 4 - Vista frontal de um banheiro ideal para idosos e cadeirantes

Podem ser utilizadas também torneiras e registros de pressão de alavanca, de um quarto de volta ou mono comando não exigem esforço para manuseio, registros na entrada permitem regular a temperatura da água de fora do box evitando escaldamento, e as portas do box com 80 cm de vão possibilitam a entrada com cadeira higiênica e facilitam o socorro.

Figura 5 - Vista que mostra as barras de apoio na bacia sanitária, e a porta do 
box  com 80 centímetros de vão.

Quanto ao desnível de 1,5 cm em rampa entre o piso do banheiro e do box evita transbordamento ao mesmo tempo em que não cria barreira.
Cubas de sobrepor evitam que cedam, em caso de apoio mais forte. Devem ser feitas a instalação de barras de apoio fixas no box, ao lado da bacia sanitária.
Os espelhos baixos, grandes ou com inclinação facilitam a visualização por crianças ou pessoas sentadas.
O espaço interno do banheiro deve ser suficiente para circulação de no mínimo duas pessoas: o idoso e o cuidador.

Figura 6 - Vista frontal da pia, em que possui vão inferior para que se possa encaixar a cadeira de rodas. Temos a visão também da altura ideal do espelho com iluminação, barras de apoio e torneira com alavanca para facilitar o manuseio.

Deve ser feita a previsão também de instalação de telefone, interfone ou botão de pânico.
Assentos removíveis, que elevam a privada, são uma boa opção para quem não quer trocar o vaso. Ao invés de box de vidro, prefira um material não cortante, como cortinas de plástico, por isso existem modelos de bacia sanitárias que já vem com o acento elevado e até mesmo com as barras acopladas ao acento.

Figura 7 - Exemplo de bacia sanitária com o acento elevado e barras de apoio acopladas ao acento.

4.2.2 Sala de estar e sala de jantar

Na sala, novamente os tapetes são os vilões e devem ser evitados, mesmo na sala. Um sofá confortável, com almofadas (para acomodar as costas) e apoio para os pés é ideal para assistir televisão. Os controles remotos devem ter um lugarzinho reservado ao alcance de quem está sentado. A estante com a TV também deve ser fixada no chão. Além disso evite enfeites que possam quebrar e machucar alguém.
Na sala o ideal para descanso dos pés é colocar puff, que serve de apoio junto ao sofá.

Figura 8 - Sala adaptada sem tapetes vista lateral

Figura 9 - - Sala adaptada sem tapetes vista frontal

Na sala de jantar, a mesa deve ter o tamanho de acordo com a altura do idoso e pontas arredondadas. Evite tabuões soltos ou de vidro. As cadeiras sem braço facilitam a acessibilidade.
Devem ser colocados pontos de iluminação extra, permitindo pontos focais de luz para diversas atividades.
Previsão para flexibilidade de layout em função da instalação elétrica.
Janelas amplas, com peitoril mais baixo, que permitem ao morador apreciar a paisagem mesmo sentada em cadeira ou recostada.
Rodapé com altura de 30 cm, pois é a altura onde as rodas das cadeiras batem.
Sala livre de obstáculos, a mesa de centro deve ser colocada na lateral do ambiente.

4.2.3 Corredor

Os corredores também merecem atenção, principalmente os que ficam entre o quarto e o banheiro. O caminho deve estar livre e ser bem iluminado para evitar tropeços. O ideal é sempre deixar uma luz acesa ou usar os sensores de presença para que acendam quando a pessoa passar. Vale sempre ressaltar também que tapetes nos corredores são um perigo para pessoas de idade.
Um dos lugares mais perigosos de uma casa, segundo Sérgio Paschoal, coordenador do Programa de Prevenção de Queda, é o caminho do quarto para o banheiro. E isso tem muito a ver com a iluminação. Ao mesmo tempo em que é melhor evitar superfícies e lâmpadas muito brilhantes porque os olhos já não se adaptam com tanta rapidez à claridade, é fundamental que exista uma iluminação acessível. “Tem que ter iluminação fácil. Ou se deixa uma luz permanentemente acesa ou algo que não é preciso procurar muito, como os abajures que acendem com um toque. Não adianta ter uma luminária em que é preciso procurar o interruptor. Esse problema de sair do escuro para o claro é muito sério”, explica.
Uma regra que vale para a casa toda é especialmente importante neste trajeto: o caminho tem que estar sempre completamente livre. “O tapetinho é o grande vilão. Mas também tacos soltos, carpetes com sobras e dobras, fio de telefone, brinquedos, móveis baixos e com pontas, animais de estimação pequenos, tudo isso é um prato cheio para quem tem um andar mais arrastado sofrer um acidente".

4.2.4 Escadas

Para as escadas é importante que exista uma sinalização de cor contrastante na ponta do degrau ou se possível até lampadas de led, porque ajuda os idosos que não enxergam bem. O corrimão deve ser firme e ficar dos dois lados, começando antes da escada e terminando um pouco depois. É importante que a altura entre os degraus não varie e que eles não sejam muito altos, é importante que a altura do degrau fique entre 15 e 20 centímetros.

Figura 10 - Esta figura representa o contraste de uma escada com as adaptações de segurança necessárias (figura da direita) e uma escada em que não tem adaptação de segurança alguma (figura da esquerda), escada tal que oferece risco de queda para qualquer pessoa.

Segundo a repórter Carina Martins, do site iG São Paulo, (s/d), as escadas completam um chamado trio crítico de áreas da casa no que diz respeito a quedas que completam os corredores e banheiros. O pior tipo é a escada tradicional de sobrado, com janela no topo e iluminação frontal. “A luz bate de frente e quem olha para baixo não vê o degrau”, explica Sérgio. O ideal é que os carpetes sejam evitados. Se houver, devem ser sem estampas – que enganam o olhar – e perfeitamente lisos e esticados. Além disso, é bom que exista uma sinalização de cor contrastante na ponta do degrau. O corrimão deve ser firme, ficar dos dois lados, começar antes da escada e terminar um pouco depois. A altura do degrau também não pode variar. “Não pode ter altura de degrau variada. Seu corpo se acostuma com aquela altura e não precisa nem ser idoso para tropeçar.”
A repórter completa ainda que o melhor ponto de partida é diferenciar autonomia e independência. Depender de apoio para realizar atividades diárias, como, fazer a própria higiene e se vestir tiram um pouco da independência, mas não nos tira a autonomia de decidir sobre a própria vida. Falta de autonomia é quando já não se pode decidir sobre coisas essenciais de sua vida. À medida que o tempo passa, vamos perdendo primeiro essa independência relativa, e depois a autonomia. Completa ainda o repórter, que, não conseguir fazer as atividades da vida diária não significa que a pessoa está doente, significa uma fragilidade.

4.2.5 Dormitórios

Para os quartos a regra é a mesma com algumas diferenças dos outros cômodos, a cama não deve ser muito alta nem muito baixa, pois os pés devem apoiar totalmente no chão quando o idoso estiver sentado. Para ajudar a calçar os sapatos, uma poltrona do lado da cama é o ideal. O bidê deve ser 10 cm mais alto do que a cama, além disso, ele deve ficar ao alcance das mãos sem ser necessário levantar, ter pontas arredondadas e ser fixado no chão – caso seja necessário se apoiar. Com um interruptor do lado da cama é possível controlar a luz mesmo deitado.

Figura 11 - Projeção 3D de um quarto ideal para idosos.

Ainda nos dormitórios, podemos citar que, deve ser deixado um espaço de 90 cm nas laterais e pés da cama para circulação.
A colocação de uma poltrona também facilita e muito a vida do idoso, pois auxilia na colocação de calçados e o descanso temporário do idoso.
No quarto do idoso também é interessante colocar um sensor de presença de luz no quarto, evita que o morador ande no escuro à noite.

Figura 12 - Exemplo de posicionamentos dos moveis para idosos.

Instalação de aparelhos de ar condicionado e aquecedor fixo, evita o uso de extensões e fios soltos que podem gerar queda.
Instalação de controle de iluminação na cabeceira oferece mais segurança e controle do ambiente ao morador.

Figura 13 - Vista total do quarto adaptados para idosos.

Telefone na cabeceira da cama, que permite uma fácil comunicação em casos de emergência.
Disposição de prateleiras mais baixas, evitando o uso de banquinhos ou cadeiras.
Iluminação dentro dos armários, permitindo boa visualização do conteúdo. 

Figura 14 - Vista frontal da cama, com criados mudo, para que ofereçam conforto e segurança, e para que o idoso não precise se deslocar até o guarda-roupas para apanhar um par de meias ou outros objetos pessoais.

4.2.6 Cozinha

Na cozinha, barras de apoio são grandes aliadas. Os armários não devem ser muito altos e os objetos mais utilizados devem estar ao alcance. Na cozinha, o chão antiderrapante também é uma boa ideia.

Figura 15 - Vista total da cozinha adaptada, com posicionamento ideal dos móveis.

A colocação de tampo de cozinha em dois níveis ou móveis na mesa, que permite o uso mesmo por pessoas sentadas para pegar alimentos ou outros objetos.
Deve ser colocado de tampo dos dois lados do fogão, que possibilita o apoio de panelas e objetos quentes, e até a preparação de alimentos.

Figura 16 - Visualização do tampo ao lado do fogão, que auxilia no apoio de panelas quentes e corte de alimentos.

A torneira deve ser do tipo alavanca facilita o uso para pessoas de baixa estatura ou sentadas.
Instalação de detector de fumaça e gás, que garantem mais segurança para pessoas com olfato reduzido evitando a intoxicação.
Espaço livre embaixo da pia, que garantem áreas de trabalhos extras, que permitem o encaixe de cadeira para trabalho sentado.

Figura 17 - Fista frontal da cozinha, em que mostra o espaço em baixo da pia para que se possa encaixar a cadeira de rodas.

Puxadores das portas e gavetas dos armários em modelo tipo “D”, que permitem uso da mão toda para manejo e não somente a ponta dos dedos.
Aparelho de micro-ondas com altura de fácil acesso.

5 CONCLUSÃO

Podemos concluir neste trabalho que existem situações em nossas vidas que podem sem muito perigosas, porem podemos prevenir apenas modificando o ambiente em que residimos. Aprendemos que dentro de uma residência, todos os ambientes devem ser acessíveis a todos independentemente de gênero ou grau de dificuldade de locomoção, principalmente na velhice, mas o ideal é nos preocupar-nos desde já com a nossa vida, la na frente, para que não dependamos tanto das outras pessoas.

6 RELATÓRIO DE ESTÁGIO

O presente relatório apresenta as atividades desempenhadas na empresa ISMARP ENGENHARIA DE AVALIAÇÕES E PERÍCIAS SS LTDA, empresa que realiza vistorias em obras exigidas pela caixa econômica federal, situado na Rua Capitão Benedito Lopes de Bragança, 193, Ponta Grossa, Paraná, no período de 20 de maio de 2013 à 06 de dezembro de 2013, perfazendo o total de 60 horas de trabalho.
A empresa tem como finalidade elaborar laudos de avaliação, vistorias, perícias e pareceres técnicos de imóveis urbanos e rurais, para que sejam aprovados financiamentos de construção, ou liberação parcial ou total de verba para construção de determinadas etapas de obras na construção civil da região dos campos gerais.
Como estagiário da empresa, realizei visitas técnicas com o engenheiro responsável, senhor Israel Marcolin Pinto, a obras em que se precisava da vistoria para que fossem liberadas verbas parciais de etapas da construção. Estas visitas foram realizadas em diversas localidades da região dos Campos Gerais como Irati, Palmeira, Imbituva entre outras.
Para que as visitas fossem liberadas, passava-se em uma agência da caixa para que o gerente liberasse os cronogramas das obras, para então criar as rotas, para que não ficasse uma obra sequer sem visita.
Referente aos cronogramas, eram analisados quais etapas das obras iríamos verificar, se era para liberação de verba inicial, ou de certas etapas das obras. Após feito esta analise, nos deslocávamos em direção a primeira obra, verificávamos se a obra estava “ok”, e após, tirávamos fotografias para guardar como documento, e comprovante de tal visita.
As fotografias deviam seguir algumas regras para que fossem válidas, pois deviam constar os pontos de referência da obra.

Figura 18 - Exemplos de fotos de vistorias de obras. Pontos de referência.

Nas vistorias eram verificadas se o terreno era apto e atendia as normas técnicas, e exigências da lei de zoneamento, se a execução estava em conformidade com o projeto entre outras coisas.

Figura 19 - Casa em que foi realizada vistoria.

Figura 20 - Casa que foi realizado vistoria - Parte interna.

Figura 21 - Casa que foi realizado vistoria - Parte interna, telhado.

Figura 22 - Casa que foi realizado vistoria - Parte interna.

Figura 23 - Casa que foi realizado vistoria - contra-piso do banheiro.

Figura 24 - Casa que foi realizado vistoria - Contra piso do banheiro pronto.

Figura 25 - Casa que foi realizado vistoria - Beiral com detalhes rústicos em madeira.

Figura 26 - Vistoria realizada para futura continuação de obra - Obra Interditada

Figura 27 - Vistoria realizada para futura continuação de obra - Obra Interditada

Figura 28 - Vistoria realizada para futura continuação de obra - Obra Interditada

REFERÊNCIAS

ADAPTAÇÕES EM CASA QUE AJUDAM A GARANTIR UMA VELHICE SAUDÁVEL. Disponível em: <http://delas.ig.com.br/casa/arquitetura/adaptacoes-em-casa-ajudam-a-garantir-velhice-saudavel/n1237726491017.html> Acesso em: 25 nov. 2013

CASA ACESSÍVEL É SEGURA PARA CRIANÇAS, IDOSOS E DEFICIENTES.. Disponível em: <http://mulher.uol.com.br/casa-e-decoracao/noticias/redacao/2013/05/13/casa-acessivel-e-segura-a-criancas-idosos-e-deficientes-veja-como-criar.htm> Acesso em: 25 nov. 2013

CASA ADAPTADA PARA IDOSO. Disponível em: <http://3arquitetura.blogspot.com.br/2010/09/casa-ideal-para-o-idoso.html> Acesso em: 25 nov. 2013

CASA ADAPTADA PARA IDOSOS. Disponível em: <http://www.hagah.com.br/especial/rs/decoracao-rs/19,0,3421312,Casa-adaptada-para-idosos-veja-dicas-de-seguranca-e-conforto.html> Acesso em: 25 nov. 2013

DESRESPEITO AS NORMAS DE ACESSIBILIDADE E MAU ATENDIMENTO SÃO BARREIRAS AOS IDOSOS.. desrespeito-as-normas-de-acessibilidade-e-mau-atendimento-sao-barreiras-aos-idosos Disponível em: <http://www.clickfozdoiguacu.com.br/foz-iguacu-noticias/desrespeito-as-normas-de-acessibilidade-e-mau-atendimento-sao-barreiras-aos-idosos-5697> Acesso em: 25 nov. 2013

NBR 9050. Disponível em: <http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_24.pdf> Acesso em: 25 nov. 2013APTAÇÕES EM CASA QUE AJUDAM A GARANTIR UMA VELHICE SAUDÁVEL. Disponível em: <http://delas.ig.com.br/casa/arquitetura/adaptacoes-em-casa-ajudam-a-garantir-velhice-saudavel/n1237726491017.html> Acesso em: 25 nov. 2013

CASA ACESSÍVEL É SEGURA PARA CRIANÇAS, IDOSOS E DEFICIENTES.. Disponível em: <http://mulher.uol.com.br/casa-e-decoracao/noticias/redacao/2013/05/13/casa-acessivel-e-segura-a-criancas-idosos-e-deficientes-veja-como-criar.htm> Acesso em: 25 nov. 2013

CASA ADAPTADA PARA IDOSO. Disponível em: <http://3arquitetura.blogspot.com.br/2010/09/casa-ideal-para-o-idoso.html> Acesso em: 25 nov. 2013

CASA ADAPTADA PARA IDOSOS. Disponível em: <http://www.hagah.com.br/especial/rs/decoracao-rs/19,0,3421312,Casa-adaptada-para-idosos-veja-dicas-de-seguranca-e-conforto.html> Acesso em: 25 nov. 2013

DESRESPEITO AS NORMAS DE ACESSIBILIDADE E MAU ATENDIMENTO SÃO BARREIRAS AOS IDOSOS.. desrespeito-as-normas-de-acessibilidade-e-mau-atendimento-sao-barreiras-aos-idosos Disponível em: <http://www.clickfozdoiguacu.com.br/foz-iguacu-noticias/desrespeito-as-normas-de-acessibilidade-e-mau-atendimento-sao-barreiras-aos-idosos-5697> Acesso em: 25 nov. 2013

NBR 9050. Disponível em: <http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5Bfield_generico_imagens-filefield-description%5D_24.pdf> Acesso em: 25 nov. 2013

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Acessibilidade em Vias Públicas - TCC 2013

COLÉGIO ESTADUAL POLIVALENTE - ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E PROFISSIONAL






TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES





ACESSIBILIDADE EM VIAS PÚBLICAS 
PAULO MLYNARCZURK






PONTA GROSSA

2013

PAULO MLYNARCZURK





ACESSIBILIDADE EM VIAS PÚBLICAS 









Trabalho   apresentado    como   exigência   para
obtenção do grau  de  Tecnologia em TÉCNICO
 EM EDIFICAÇÕES do COLÉGIO ESTADUAL
 POLIVALENTE - ENSINO FUNDAMENTAL,
 MÉDIO E PROFISSIONAL.                            
Orientador: Prof: Luis Banaczek                        





PONTA GROSSA
2013


Dedico este trabalho a minha família, 
que tanto apoio me deu durante o curso.


AGRADECIMENTOS
Agradeço primeiramente a Deus, que me deu saúde e condições para concluir o curso. Agradeço a minha esposa e família pela atenção dispensada durante o período do curso. Agradeço aos professores pela dedicação e atenção dispensada durante o curso. Agradeço aos colegas de curso que sempre estiveram unidos em direção ao foco principal.





"nós não devemos deixar que as incapacidades das pessoas 
nos impossibilitassem de reconhecer suas habilidades”
(Hallahan, e Kauffman)

RESUMO


Com um grande numero de edificações e cidades sendo elaborados com planejamento e projeto piloto, com melhorias, rotas de avenidas e anéis de integração, contornos visando um futuro bem próximo, com um crescente aumento da população não poderíamos deixar de observar o item sobre acessibilidade; entre tantos projetos de imóveis as vias públicas precisam ser adaptadas e acessíveis para indivíduos que apresentem qualquer tipo de deficiência física, motora e locomoção.
Desta maneira procuramos demonstrar através do trabalho a importância da acessibilidade, todos têm direito ao acesso de construções privadas e públicas, ao transporte, livre de obstáculos.

Palavras - chave: NBR, acessibilidade, acesso, vias acessíveis, piso tátil, faixa de pedestres.


LISTA DE FIGURAS

  1. Figura 1 - poste no meio da calçada................................. 14
  2. Figura 2 - Calçada irregular............................................. 15
  3. Figura 3 - Calçada adequada........................................... 15
  4. Figura 4 - Rampa de acesso............................................ 17
  5. Figura 5 - Rampa não adaptada...................................... 17
  6. Figura 6 - piso alerta....................................................... 18
  7. Figura 7 - faixa de pedestre adequada............................ 19
  8. Figura 8 - piso direcional................................................. 20
  9. Figura 9 - Faixa de pedestre adaptada............................ 21
  10. Figura 10 - Faixa de pedestre inadequada....................... 22

SUMÁRIO

1.2 JUSTIFICATIVA................................................................... 8
1.3 OBJETIVO........................................................................... 9
1.3.2 ESPECÍFICO................................................................... 10
1.3.1 GERAL........................................................................... 11
2 .FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA............................................. 12
2.1 NORMA 9050.................................................................... 13
2.2 CALÇADAS....................................................................... 13
2.3 RAMPAS DE ACESSO...................................................... 16
2.5.2 Piso Alerta...................................................................... 18
2.4.2 Faixa de travessia de pedestres..................................... 18
2.5 PISO TÁTIL DE SINALIZAÇÃO........................................... 19
2.5.1 Piso Direcional ( guia ).................................................... 19
2.5.2 Faixa Elevada................................................................. 20
2.4.1 Faixa livre........................................................................ 22
3 CONCLUSÃO........................................................................ 23
4 APÊNDICE.............................................................................24
4.1 RELATÓRIO DE ESTAGIO................................................ 24
REFERÊNCIAS......................................................................... 25



1.1 JUSTIFICATIVA

O tema acessibilidade é muito extenso, então definimos somente como vias públicas, no momento elaboraram este trabalho para despertar em técnicos de edificações, engenheiros, ao individuo que esta simplesmente projetando uma pequena obra observando o item acessibilidade. Baseado em informações do IBGE ano 2000 uma média de 14,5% da população brasileira apresenta alguma deficiência. Devemos observar que PCD pessoas com deficiência permanente, provisórias ou psicologicamente precisam de uma atenção mais adequada.
Portanto quando se fala em uma sociedade acessível e cidadania para todos devemos observar a igualdade de direito.

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 GERAL
Mostrar a importância de acessibilidade em vias públicas.
1.2.2 ESPECÍFICO
Apresentar o conhecimento adquirido durante o curso, em relação à experiência já conquistada em obras de construção civil e estagio prático.


2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Milhões de brasileiros não saem de casa porque não podem circular sem a ajuda de algum parente ou amigo. Segundo estimativas da ONU, para os países em estágio de desenvolvimento, como é o caso do Brasil, 10% da população, ou seja, aproximadamente 15 milhões de pessoas são portadoras de algum tipo de deficiência.
Conforme os dados do IBGE, estabelecidos através do Censo de 2000, 24,6 milhões de pessoas são portadoras de pelo menos um tipo de deficiência ou incapacidade, o que corresponde a 14,5% da população brasileira, que era de 169,8 milhões em 2000. Uma parcela da população que está marginalizada quando poderia estar atuando em condições de igualdade dentro do meio social (BRASIL, 2000).
Cabe destacar, que do total de casos declarados de portadores das deficiências investigadas, 8,3% possuíam deficiência mental; 4,1% deficiência física; 22,9% deficiência motora; 48,1% deficiência visual e 16,7% deficiência auditiva (BRASIL, 2000).
Em relação às proporções gerais citadas nos parágrafos acima, a estimativa é maior nos municípios de até 100 mil habitantes. Para o conjunto dos municípios de menor porte, com até 20 mil habitantes, o percentual chega a 16,3%, caindo para 13% nos grandes municípios, aqueles com mais de 500 mil habitantes. Entre as deficiências pesquisadas, a dificuldade permanente para enxergar, mesmo com o uso de óculos, foi relatada por 16,6 milhões de pessoas, atingindo mais as mulheres. Já a deficiência física (tetraplegia, paraplegia, hemiplegia permanente e falta de membro ou de parte dele) atinge mais os homens, embora o percentual seja pequeno na população (0,9%).
É importante destacar, ainda na perspectiva do IBGE, que a proporção de pessoas portadoras de deficiência aumenta com a idade, passando de 4,3% nas crianças até 14 anos, para 54% do total das pessoas com idade superior a 65 anos. À medida que a estrutura da população está mais envelhecida, a proporção de portadores de deficiência aumenta, surgindo um novo elenco de demandas para atender as necessidades específicas deste grupo. Segundo Niess(2003) a inadequação das vias e prédios públicos restringe o direito de ir e vir e inibe a participação e a integração das pessoas com deficiência que por conseqüência ,não podem exercer plenamente sua cidadania e se vêem afetados em sua dignidade.

2.1 NORMA 9050

A NBR 9050- Adequação Das Edificações e do Mobiliário Urbano à pessoa com deficiência, foi à primeira norma técnica brasileira de acessibilidade, tendo sido elaborada em1985 com a participação de diversos profissionais de diferentes áreas em conjunto com pessoas com algum tipo de deficiência (IBAM,1998)
De acordo como item 1.3.1 da NBR9050/2004, todos os espaços, edificações, mobiliários e equipamentos urbanos, que vier a ser construídos, projetados, montados ou implantados, bem como as reformas e ampliações de edificações e equipamentos urbanos, devem atender o que ela estabelece para serem considerados acessíveis.

2.2 CALÇADAS

Segundo Yásigi(2000,pag. 31) a calçada é o espaço existente entre o lote do quarteirão e o meio fio, sendo sua superfície situada, normalmente, a cerca de 17 centímetros acima do leito carroçável das vias urbanas.
Atualmente nas calçadas instalamos os equipamentos urbanos, a sinalização das vias, paisagismo, também se desenvolve o tráfego de pedestre.
Pessoas que apresentam alguma deficiência física, motora, visual; vivem em uma batalha constante para fazer valer seus direitos de cidadania.
Considerando que muitos locais e espaços públicos, também privados, não estão adequados para este percentual de 14% da população brasileira segundo IBGE, 2000.
Nas imagens abaixo apontamos entre o adaptado e o não adaptado


Figura 3 - Calçada adequada



Nota: Caçada planejada corretamente

Figura 1 - poste no meio da calçada
Nota:Poste impedindo a passagem de pedestre

Figura 2 - Calçada irregular
Nota: Calçada com degrau (diferença de nível), impossibilitando o tráfego de cadeirantes

2.3 RAMPAS DE ACESSO

“Acessibilidade é um processo de transformação do ambiente e de mudança da organização das atividades humanas que diminui o efeito de uma deficiência”
Marcelo Pinto Guimarães, Professor de Arquitetura
Segundo a norma NBR 9050 podemos dizer que:

2.3.1. Rampas:

De acordo com a Pontifícia Universidade Católica (2009), as rampas, diferentemente das escadas, podem se constituir meios de circulação verticais acessíveis a todos, sem exceção. Por elas podem circular pedestres, idosos, cardíacos, pessoas portadoras de deficiências motoras, usuários de cadeiras de rodas, mães com carrinhos de bebês, ciclistas, skates etc. Entretanto, para que elas possam ser, de fato, utilizadas pela maior gama possível de pessoas, é preciso seguir a norma de acessibilidade NBR 9050(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2004), de forma a dimensionar esse meio corretamente, atendendo com segurança todos os usuários.

2.3.2. As fórmulas

Como se sabe, a inclinação máxima das rampas vem indicada, nas normas técnicas, em porcentagem (%). Deve se notar, desde já, que a porcentagem de inclinação é muito diferente do grau de inclinação (exemplo: 5% não é a mesma coisa que 5º). De acordo com a NBR 9050 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS

Figura 4 - Rampa de acesso
Nota: Rampa planejada adequadamente

Figura 5 - Rampa não adaptada
Nota: Rampa mal panejada

2.3.3. Piso Alerta
Tem como função alertar sobre o perigo de obstáculos e mobiliários.

Figura 6 - piso alerta
Nota: alerta sobre obstáculos e mobiliário

2.3.4. Faixa de travessia de pedestres
Sinalização transversal às pistas de rolamento de veículos destinadas a ordenar e indicar os deslocamentos dos pedestres para a travessia da via - (CTB) Código de Trânsito Brasileiro.

Figura 7 - faixa de pedestre adequada
Nota: faixa de travessia de pedestre adequada

2.3.5. Piso Tátil de Sinalização
No seguimento internacional que trata das normas e regulamentos segue um modelo único de sinalização.
No Brasil pisos táteis foram normatizados pela NBR9050 no ano de 2004 passando como regra de observação e implantação para se fazer melhorar a acessibilidade no Brasil; em geral nos municípios. Tem como função auxiliar e indicar alertas e direção.
No Brasil existem dois tipos de piso táteis, NBR9050 que descreve como sinalização tátil para (DV).

2.3.6. Piso Direcional (guia)
Tem como função guiar a pessoa através de uma pista ou calçada.

Figura 8 - piso direcional
Nota: guia de direção

2.3.7. Faixa Elevada
Elevação do nível do leito carroçável composto de área plana elevada, sinalizada com faixa de travessia de pedestre e rampa de transposição de veículos para haver a concordância entre os níveis e os dois lados da pista.


Nas figuras abaixo demonstramos as diferenças de faixas adequadas e não adequadas.

Figura 9 - Faixa de pedestre adaptada
Nota: acessível nas duas calcadas

Figura 10 - Faixa de pedestre inadequada
Nota: observamos que a faixa termina no meio fio com obstáculo

2.3.8. Faixa livre

Área do passeio, calçada ou rota destinada à circulação de pedestres.

3. CONCLUSÃO

Concluiu-se, que o tema acessibilidade é muito extenso, sendo assim abordamos alguns itens no contexto geral de planejamento, de obras públicas e privadas e reformas destinadas ao uso público.
Quando planejamos uma cidade já pensando no futuro bem próximo devemos observar o direito do cidadão de ir e vir.
Considerando que os indivíduos atingirão seus destinos locomovendo-se através de calçadas, que não devem apresentar nenhum tipo de obstáculo mesmo para pessoas consideradas normais ou com algum tipo de deficiência.
Através deste trabalho procuramos despertar nos profissionais da construção civil a importância de estar atentos ao item acessibilidade nos projetos.

4. APÊNDICE
4.1 RELATÓRIO DE ESTÁGIO

O referido estágio foi cedido pelo Colégio Estadual Polivalente - Ensino Fundamental Médio e Profissional, com supervisão do engenheiro civil Israel Mocelin Pinto. Totalizando um total de 60 horas, no período entre 20 de julho de 2013 e 30 de novembro de 2013.
Durante o período de estágio, as atividades executadas durante o estágio, foram: execução de alvenaria e estrutural de muro, conferindo nível, prumo, esquadro da parede, chapisco, emboço e reboco
Executamos concerto de tubulação hidráulica.
Executamos pinturas de rampas de acesso para cadeirantes e outros.
Executamos troca de telhados (eternitão).
Executamos instalações hidráulicas no lavatório de emergência para acidentes no laboratório de Química.

REFERÊNCIAS

Acessibilidade em calçadas. Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-qswtPTOY3NA/T3-UF-C9hRI/AAAAAAAAAy0/dAfHyZOTumw/s1600/Foto-0010.jpg> Acesso em: 3 dez. 2013
Norma 9050. Disponível em: <www.creaba.org.br> Acesso em: 3 dez. 2013
Rampa de acesso. Disponível em: <http://www.scielo.br/img/revistas/rbee/v17n2/a06fig23.jpg> Acesso em: 3 dez. 2013
Secretaria Nacional de Promoção aos Direitos. Disponível em: <www. pessoacomdeficiencia.gov.br> Acesso em: 3 dez. 2013
Sinalização Tátil. Disponível em: <www.estardeficiente.blogspot.com> Acesso em: 3 dez. 2013
Utilidade do Piso Tátil. Disponível em: <www.movimentolivre.org.com> Acesso em: 3 dez. 2013

domingo, 29 de dezembro de 2013

Reciclagem de Resíduos Sólidos na Construção Civil - TCC - Edificações 2013

COLÉGIO ESTADUAL POLIVALENTE - ENSINO FUNDAMENTAL, MÉDIO E PROFISSIONAL







CURSO TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES
Wilton Luis de Andrade






RECICLAGEM DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
Trabalho de conclusão de Curso










PONTA GROSSA
2013
Wilton Luis de Andrade



RECICLAGEM DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL




Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado como requisito parcial à
obtenção do título do Colégio Estadual Polivalente. 
Orientador: Prof. Luis Banaczek 






PONTA GROSSA
2013

Agradecimentos


Agradeço principalmente a Deus que me deu esta oportunidade, saúde e sabedoria para concluir este curso. À minha família. Aos professores que me conduziram, a todos os colaboradores do Colégio Estadual Polivalente sem exceção e principalmente ao meu orientador de estágio Profº Luis Banaczek.

À todos os meus sinceros agradecimentos.




Resumo

ANDRADE, Wilton Luis. RECICLAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL. 2013. 30 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Técnico em Edificações) - Colégio Estadual Polivalente Ensino Fundamental, Médio e Profissional- Ponta Grossa, 2013. 
O objetivo deste Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) de Técnico em Edificação é apresentar a legislação e Normas Técnicas (NBR) vigentes no Brasil sobre a destinação de resíduos de construção civil e bem como fazer uma reflexão sobre o desperdício e falta de planejamento para o consumo de materiais, o que resulta em uma grande quantidade de resíduos gerados, além é claro do desperdício de mão-de-obra que faz com que a produtividade brasileira seja muito baixa quando comparada á alguns países. Pesquisou-se a legislação para o tratamento e destinação final dos resíduos sólidos da construção civil.


Palavras-chave: Resíduos sólidos. Resolução CONAMA, ABNT NBR .Reciclagem.




LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Norma Técnicas
ART Anotação de Responsabilidade Técnica
ATT Áreas de Transbordo e Triagem
CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente
CTR Controle de Transporte de Resíduos
NBR Norma Brasileira
RCC Resíduos da Construção Civil
RCD Resíduos de Construções e Demolições
RSU Resíduos Sólidos Urbanos
TCC Trabalho de Conclusão de Curso.



SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO............................................................................7
1.1 OBJETIVOS.............................................................................8
1.1.1 Objetivo Geral......................................................................8
1.1.2 Objetivo Específico...............................................................8
1.2 JUSTIFICATIVA........................................................................8
2 REFERENCIAL TEÓRICO........................................................10
2.1 DEFINIÇÕES DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL............................................................................................10
2.2 IMPACTOS CAUSADOS PELOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL...................................................................11
2.3 BENEFÍCIOS DA RECICLAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL.............................................................11
2.4 REGULAMENTAÇÃO.............................................................13
2.4.1 Resolução CONAMA nº307 de 05 de julho de 2.002..........13
2.5 REGULAMENTAÇÃO – NORMAS TÉCNICAS........................14
2.5.1 ABNT NBR 10.004/2.004....................................................15
2.5.2 ABNT NBR 15.112/2.004....................................................16
2.5.3 ABNT NBR 15.113/2.004....................................................22
2.5.4 ABNT NBR 15.114/2.004....................................................22
2.5.5 ABNT NBR 15.116/2.004....................................................23
3 CONCLUSÃO...........................................................................25
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................26
ANEXO A.....................................................................................28





1 INTRODUÇÃO


É sabido que o planeta em que vivemos já passou por diversas eras, evoluindo ao longo de milênios e talvez o maior reflexo dessa evolução esteja no desenvolvimento dos ciclos existentes na natureza. Os ciclos proporcionavam o total aproveitamento dos materiais e a natureza acabava absorvendo tudo o que era produzido ou criado pelo ecossistema. 
A evolução dos seres humanos prosseguiu durante séculos sem que houvesse uma preocupação efetiva com a forma pelo qual o meio ambiente estaria sendo afetado. Sendo que,somente no último século esta preocupação com o meio ambiente veio à tona, principalmente por causa das reações da natureza contra as ações dos seres humanos. As reações da natureza podem ser observados pela ocorrência de diversos fatos a princípio isolados, como a mudança no clima baseada no registro do El Niño,La Niña, aquecimento global, aumento na freqüência de tornados, furacões,entre outros.
A ligação entre todos estes acontecimentos globais e os resíduos produzidos pelo homem é que estes compõem uma pequena parcela de todo o subproduto gerado e que acabam por prejudicar o processo de renovação da natureza e modificar nosso planeta.
Entretanto, apesar destes resíduos representarem apenas uma pequena parcela de todos os fatores que afetam as mudanças climáticas no planeta, deve-se considerar os prejuízos que estes causam tanto ao meio ambiente quanto aos seres humanos.
A preocupação com a reação do meio ambiente em consequência ações dos seres humanos adquiriu importância não somente por causa dos efeitos globais, mas também pelo aumento de resíduos gerados pela população.
Este crescimento está principalmente ligado ao crescimento populacional, devido à demanda de maior quantidade de produtos de bem de consumo,o que acaba por gerar mais subprodutos.Logo,as metrópoles são as que mais sofrem com a geração de resíduos,tendo como agravante as altas taxas de densidade populacional e de urbanização.
Desta forma a quantidade e o tratamento dado aos resíduos da construção civil passaram a ser uma preocupação constante para as autoridades à medida que os resíduos se tornaram uma ameaça ao bem estar da população.
Portanto, este Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresenta a legislação federal e as normas técnicas relacionadas ao tratamento dos resíduos sólidos da construção civil.

1.1 OBJETIVOS

O presente Trabalho de Conclusão do Curso de Técnico em Edificações visa informar sobre o transporte, a triagem,o armazenamento,o beneficiamento e a reutilização dos resíduos sólidos da construção civil, apresentando as normas técnicas e a legislação vigente aplicáveis aos resíduos após a saída deste material do canteiro de obras.

1.1.1 Objetivo Geral

Discorrer sobre a legislação e os procedimentos para tratamento dos resíduos sólidos no período compreendido entre a saída destes materiais de uma determinada obra até o destino final.

1.1.2 Objetivo Específico

Apresentar os métodos disponíveis e utilizados para o transporte dos resíduos sólidos até as ATT ou aos aterros, além da triagem, armazenamento e beneficiamento destes resíduos .

1.2 JUSTIFICATIVA

O TCC está pautado no reconhecimento da necessidade de preservação do meio ambiente, pois pela vivência e observação dos fatos correntes no mundo, sabe-se que as atividades humanas causam impactos à natureza e que as causas devem ser combatidas, os danos tratados e os responsáveis punidos.
Portanto, a partir do conhecimento das ocorrências e ao observar as atividades executadas pelos profissionais da área da construção civil, surgiu o desejo de se estudar as maneiras pelas quais os impactos causados pela geração dos resíduos sólidos pudessem ser atenuados. Neste contexto faz-se importante a participação do técnico em edificações.
Analisando-se a questão por diversos ângulos observa-se que a extração de matéria prima pode ser mitigada com a reciclagem e reutilização dos próprios resíduos sólidos da construção civil. Acredita-se que seja provável que esta situação torne-se realidade com a reciclagem sistemática, satisfatória e em larga escala dos resíduos sólidos da construção civil.
Além da questão ambiental, o tratamento dos resíduos sólidos faz-se necessário devido às conseqüências que o despejo sem tratamento em locais inapropriados causa ao meio ambiente. Como exemplos pode-se citar o lançamento dos resíduos em corpos d’água que acaba por provocar alagamentos, ou o lançamento em terrenos baldios que contribui para a proliferação de vetores causadores de doenças.
Cabe ressaltar que há regulamentação pertinente, sendo que os resíduos sólidos da construção civil são obrigatoriamente passíveis de segregação, classificação, reutilização e destinação adequada. Os profissionais da área devem conhecer tal dinâmica e estar aptos a compor equipes que atuem na gestão destes resíduos.
Portanto, outro fator que justifica o desenvolvimento do tema deste TCC é a necessidade de se chamar a atenção para a existência de leis de grande importância e que para o bem comum devem ser não somente divulgadas como também cumpridas. Logo, é parte integrante do presente TCC a reprodução parcial ou na integra das principais leis, decretos, normas e afins, referentes ao tema em desenvolvimento.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

Nos próximos tópicos serão apresentadas as informações obtidas a partir da pesquisa do tema em desenvolvimento através de uma revisão bibliográfica concisa sobre resíduos sólidos da construção civil..
A base deste TCC é a legislação instituída recentemente para a implantação do plano de gerenciamento de resíduos da construção civil constituída pela resolução CONAMA nº307 (Federal) e pelas normas técnicas (NBR) elaboradas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

2.1 DEFINIÇÕES DE RESÍDUOS SÓLIDOS NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Com a questão dos resíduos sólidos em pauta, os órgãos que regulamentam a ocorrência de impactos ao meio ambiente desenvolveram medidas visando o bem estar comum. Como exemplo, pode-se citar o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) que instituiu a Resolução CONAMA nº 307 em 5 de julho de 2.002 (CONAMA,2.002).
Previamente pode-se assumir que os resíduos sólidos da construção civil são os materiais provenientes de construções, reformas, reparos, demolições de obras da construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos.
Portanto os resíduos sólidos da construção civil, também denominados Resíduos da Construção Civil (RCC) que anteriormente eram considerados parte dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), agora são classificados como resíduos sólidos industriais possuem legislação própria e específica. Não compõem os RSU aqueles resíduos que possuem definição instituída por legislação específica como os RCC, os resíduos hospitalares, os resíduos nucleares e outros. 
2.2 IMPACTOS CAUSADOS PELOS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Um dos principais motivos para se estudar e buscar uma maneira de extinguir ou ao menos reduzir a geração de entulho ocorre devido aos inúmeros impactos que esses materiais causam ao meio ambiente.
Com a regulamentação da disposição final dos resíduos sólidos espera-se que estes não sejam depositados nas vias públicas, em terrenos baldios, nos cursos d’água ou em outros locais que não sejam os discriminados pela regulamentação vigente.
A disposição resíduos sólidos da construção civil nas vias públicas compromete a qualidade do ambiente causando um impacto estético bastante negativo para a cidade afetando o trânsito de pedestres e de veículos.Já a disposição em terrenos baldios,contribui para a proliferação de vetores causadores de doenças e de prejuízo á saúde pública.
O lançamento desses resíduos diretamente nos cursos d’água somado ao volume carregado pela chuva tende a entupir bocas de lobo, galerias e,por fim degradar o meio ambiente. Acredita-se que a reutilização dos resíduos sólidos da construção civil não só reduzirá a quantidade de material depositado irregularmente como também amenizará a necessidade de extração de matéria-prima do meio ambiente.

2.3 BENEFÍCIOS DA RECICLAGEM DOS RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Com a obrigatoriedade do tratamento dos resíduos sólidos da construção civil instituído por lei, espera-se que este material torne-se um produto capaz de movimentar a economia, gerar empregos em função da necessidade de beneficiamento, transporte e outros, além de aumentar a renda das empresas interessadas na realização destes serviços.
Do ponto de vista ambiental, verifica-se que as disponibilidades dos materiais granulares obtidos com a reciclagem dos resíduos sólidos da construção civil resultam na necessidade de extração de matéria-prima virgem não-renovável em menor quantidade.
Segundo CABRAL (Fortaleza,2011,páginas 30 e 31) a seguir estão dispostas algumas sugestões para a destinação final de componentes de obras:

• O entulho de concreto, se não passar por beneficiamento, pode ser utilizado na construção de estradas ou como material de aterro em áreas baixas. Caso passe por britagem e posterior separação em agregados de diferentes tamanhos,
pode ser usado como agregado para produção de concreto asfáltico, de sub-bases de rodovias e de concreto com agregados reciclados; artefatos de concreto, como meio-fio, blocos de vedação, briquetes, etc.
• A madeira pode ser reutilizada na obra se não estiver suja e danificada. Caso não esteja reaproveitável na obra, pode ser triturada e usada na fabricação de papel e papelão ou pode ser usada como combustível;
• O papel, papelão e plástico de embalagens, bem como o metal podem ser doados para cooperativas de catadores;
• O vidro pode ser reciclado em novo vidro, em fibra de vidro, telha e bloco de pavimentação ou, ainda, como adição fabricação de asfalto;
• O resíduo de alvenaria, incluindo tijolos, cerâmicas e pedras, pode ser utilizado na produção de concretos, embora possa haver redução na resistência à compressão, e de concretos especiais,como o concreto leve com alto poder de isolamento térmico. Pode ser utilizado também como massa na fabricação de tijolos, com o aproveitamento até da sua parte fina como material de enchimento, além de poder ser queimado e transformado em cinzas com reutilização na própria construção civil;
• Os sacos de cimento devem retornar à fábrica para utilização com combustível na produção do cimento;
• O gesso pode ser reutilizado para produzir o pó de gesso novamente ou pode ser usado como corretivo de solo;
• Resíduos perigosos devem ser incinerados ou aterrados com procedimentos específicos. Alguns resíduos como os de óleos, de tintas e solventes, agentes abrasivos e baterias podem ser reciclados.

2.4 REGULAMENTAÇÃO

As principais resoluções, decretos e leis que regulamentam a coleta, o transporte, o armazenamento e a destinação final dos resíduos sólidos da construção civil são citadas de forma resumida nos próximos itens.

2.4.1 Resolução CONAMA nº 307 de 5 de julho de 2.002

Segundo a resolução CONAMA nº 307, considera que a disposição de resíduos da construção civil em locais inadequados contribui para a degradação da qualidade ambiental e que estes representam um significativo percentual dos resíduos sólidos produzidos nas áreas urbanas. Além de que os geradores de resíduos da construção civil devem ser responsáveis pelas atividades de construção , reforma, reparos e demolições de estruturas e estradas ,bem como por aqueles resultantes da remoção de vegetação e escavação de solos.
Esta resolução define resíduos sólidos da construção civil como os materiais provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras, compensados, forros e argamassas, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, e fiação elétrica, comumente chamados de entulhos de obras,caliça ou metralha.
Geradores são as pessoas, físicas ou jurídicas, públicas ou privadas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que gerem resíduos sólidos da construção civil.
Transportadores são as pessoas, físicas ou jurídicas,encarregadas da coleta e do transporte dos resíduos.
No artigo terceiro é disposta a classificação a que os resíduos da construção civil deverão ser submetidos, sendo que esta é reproduzida na seqüência:

I – Classe “A”: são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como os:
a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infra-estrutura, inclusive solos provenientes de terraplanagem;
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações: componentes cerâmicos (tijolos, blocos, telhas, placas de revestimento etc.), argamassa e concreto.
c ) de processo de fabricação e /ou demolição de peças pré-moldadas em concreto (blocos, tubos, meios-fios etc.) produzidas nos canteiros de obras.

II - Classe “B”: são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e outros.

III - Classe “C”: são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação, tais como produtos oriundos do gesso.

IV - Classe “D”: são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção,tais como: tintas, solventes, óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas radiológicas, instalações industriais e outros.
Os resíduos sólidos da construção civil também podem ser encaminhados às áreas de armazenamento temporário, devendo ser dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura.
Conforme a resolução CONAMA nº307 cita o que é comumente denominado de princípio dos três erres, pois os geradores deverão ter como objetivo prioritário a não geração de resíduos e, secundariamente, a redução, a reutilização, a reciclagem e a destinação final.

2.5 REGULAMENTAÇÃO – NORMAS TÉCNICAS

Conforme as principais NBR instituídas pela ABNT,cujo objetivo é regulamentar os procedimentos para a gestão dos resíduos sólidos da construção civil conforme exigência constante na resolução CONAMA nº 307:2.002 apresenta-se nos títulos numerados de 2.5.1 a 2.5.5.
Devido à exigência da resolução CONAMA nº307 e aos prazos para a elaboração das normas estudadas, a grande maioria foi elaborada ou revisada de forma concomitante.
Portanto, em cada uma delas há referência às demais NBR já que estas se complementam. Logo, observa-se que as definições e alguns procedimentos contidos no corpo destas formas equivalem-se sendo que nestes casos a descrição foi simplificada e direcionada evitando-se a repetição dos parâmetros a serem observados.

2.5.1 ABNT NBR 10.004/2004

Segundo a ABNT NBR 10.004/2.004- Resíduos Sólidos – Classificação , foi elaborada em 31 de maio de 2.004 em substituição à ABNT NBR 10.004:1.987 – Resíduos Sólidos- Classificação,visando aperfeiçoá-lo e ,desta forma ,fornecer subsídios para o gerenciamento de resíduos sólidos.
A reedição desta norma classifica os resíduos sólidos considerando não apenas o material final, mas também as características e os materiais que o compõem, além dos processos e as atividades pelo qual passou.
Na presente NBR constam diversas definições dentre as quais destacamos a de resíduos sólidos e a de periculosidade. Ambas são apresentadas na seqüência sendo possível observar que a definição de resíduos sólidos os considera de forma geral s em especificar os resíduos sólidos da construção civil.Para todos os efeitos deve-se atentar que a classificação dos resíduos radioativos é excluída desta NBR,pois estes resíduos possuem legislação própria,elaborada pela Comissão Nacional de Energia Nuclear.

· Resíduos sólidos: no estado sólido e semi-sólido, que resultam de atividades de origem industrial,doméstica,hospitalar,comercial,agrícola,de serviços e de varrição.Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes de sistemas de tratamento de água,aqueles gerados em equipamentos e instalações de controle de poluição,bem como determinados líquidos cujas particularidades tornem inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou corpos d’água,ou exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face a melhor tecnologia disponível.

· Periculosidade de um resíduo: Característica apresentada por um resíduo que, em função de suas propriedades físicas,químicas ou infecto-contagiosas,pode apresentar risco à saúde pública e ao meio ambiente.

Os resíduos sólidos da construção civil são classificados de acordo com a Classe I,Classe II-A e Classe II-B,abaixo descritas:

Classe I: Perigosos :os resíduos serão assim classificados quando enquadrados em pelo menos um dos critérios de periculosidade,como inflamabilidade, corrosidade, reatividade,toxicidade e patogenecidade. Mesmo que os resíduos não sejam enquadrados em nenhum critério de periculosidade, estes deverão se submeter ao teste de extratos lixiviados e de solubilização para confirmação de sua classificação.

Classe II: Não Perigosos. Os resíduos que se enquadram nesta classificação são subdivididos em não inertes e inertes conforme a subdivisão “A” ou “B”, respectivamente.

Classe II-A: Não inertes: são os resíduos que não se encaixam na Classe I e nem na Classe II-B.Estes podem ter características como biodegradabilidade, combustilidade ou solubilidade em água.

Classe II-B: Inertes: Conforme disposto na presente norma, são;”Quaisquer resíduos que, quando amostrados de uma forma representativa,segundo a ABNT NBR 10.007 e submetidos a um contato dinâmico e estático com água destilada ou desionizada à temperatura ambiente,conforme ABNT NBR 10.006 e não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentração superiores aos padrões de potabilidade de água,excetuando-se aspecto, cor, turbidez, dureza e sabor 

2.5.2 ABNT NBR 15.112/2.004

Segundo a ABNT NBR 15.112/2.004 Resíduos sólidos da construção civil e resíduos volumosos – Áreas de Transbordo e Triagem – Diretrizes para projeto,implantação e operação,fixa os parâmetros para uso a que se destina (ABNT,2.004).
Conforme o terceiro item da ABNT NBR 15.112/2.004 constam algumas definições de grande importância para o entendimento desta,sendo que estas definições foram reproduzidas na seqüência:

· Resíduos da construção civil: resíduos provenientes de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos,blocos cerâmicos,concreto em geral,solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros e argamassas, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações e fiação elétrica, comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha.

· Resíduos Volumosos: os resíduos volumosos são definidos como aqueles que não são removidos pela coleta pública municipal e que não são provenientes de processos industriais. Como exemplo de resíduos volumosos pode-se citar os equipamentos domésticos inutilizados, móveis, grandes embalagens, peças de madeira, restos de podas e outros.

· Área de Transbordo e Triagem (ATT): área destinada ao recebimento dos resíduos sólidos da construção civil e dos resíduos os volumosos, para triagem, armazenamento temporário dos materiais segregados, eventual beneficiamento e posterior remoção para destinação adequada considerando-se a manutenção da saúde pública e do meio ambiente.

· Ponto de entrega de pequenos volumes: Área de transbordo e triagem de pequeno porte, destinada a entrega voluntária de pequenas quantidades de resíduos de construção civil e resíduos volumosos, integrante do sistema público de limpeza urbana.

· Aterro de resíduos da construção civil e de resíduos inertes: Área onde são empregadas técnicas de disposição de resíduos da construção civil Classe A, conforme Classificação da Resolução CONAMA nº307, e resíduos inertes ao solo,visando a reservação de materiais segregados, de forma a possibilitar o uso futuro dos materiais e/ou futura utilização da área de aterro conforme princípio de engenharia para confiná-lo nos ao menor volume possível, sem causar danos à saúde pública e ao meio ambiente.

· Reutilização: Processo de aproveitamento de um resíduo sem sua transformação.

· Reciclagem: Processo de aproveitamento de um resíduo, após ter sido submetido a transformação.

· Reservação de resíduos: Processo de disposição segregada de resíduo triados para reutilização ou reciclagem futura.

· Geradores: Pessoas físicas ou jurídicas, responsáveis por atividades ou empreendimentos que geram os resíduos definidos nesta Norma.

· Transportadores: Pessoas físicas ou jurídicas, responsáveis pela coleta e pelo transporte dos resíduos da construção civil e volumosos entre as fontes geradoras e as áreas de destinação.

· Controle de transportes de resíduos (CTR): Documento emitido pelo transportador de resíduos que fornece informações sobre gerador, origem, quantidade e descrição dos resíduos e seu destino.

Conforme o quarto item da ABNT NBR 15.112/2.004 são descritas as Classes “A”,”B”,”C”e “D” que classificam os resíduos sólidos quanto a possibilidade de reutilização e reciclagem.
Conforme o quinto item da ABNT NBR 15.112/2.004 descreve as condições para implantação de uma ATT cujas exigências encontram-se reproduzidas na seqüência:

· Isolamento: A ATT deve ser dotada de portão e cercamento no perímetro da área de operação, construídos de forma a impedir o acesso de pessoas estranhas e de animais; anteparo para proteção quanto aos aspectos relativos a vizinhança, ventos dominantes e estética, como por exemplo, cerca viva arbustiva ou arbórea no perímetro da instalação;

· Identificação: A ATT deve ter, na entrada identificação visível quanto às atividades desenvolvidas e quanto à aprovação do empreendimento.

· Equipamento de segurança: A ATT deve dispor de Equipamentos de Proteção Individual (EPI),de proteção contra descargas atmosféricas e de combate ao incêndio. O local da ATT deve possuir iluminação e energia, de modo a permitir ações de emergência.

· Sistemas de proteção ambiental: Deve ser implantado sistema de proteção ambiental que contemple:

* Sistemas de controle de poeira ,ativo tanto nas descargas como no manejo e nas zonas de acumulação de resíduos;

* Dispositivos de concentração de ruído em veículos e equipamentos;

* Sistemas de drenagem superficial com dispositivos para evitar o carregamento de materiais;

* Revestimento primário do piso das áreas de acesso operação e estocagem executado e maneira a permitir a utilização sob quaisquer condições climáticas.
· Condições específicas para pontos de entrega de pequenos volumes:
Deve observar às condições anteriores podendo ser dispensada a implantação de proteção contra descargas atmosféricas e sistema de drenagem superficial.
Conforme o sexto item da ABNT NBR 15.112/2.004 constam as condições gerais para projeto de uma ATT, sendo que as exigências são produzidas na íntegra:

· Generalidades: O projeto deve conter as seguintes partes:

* Informações Cadastrais;

* Memorial Descritivos;

* Croqui do Empreendimento; 

* Relatório Fotográfico da Área;

* Plano de Controle de recebimento de resíduos;

* Responsabilidade e autoria do projeto;

* Eventuais anexos.

· Informações Cadastrais: As informações devem ser as seguintes:

* Documento de proprietário do imóvel para implantação do empreendimento;

* Qualificação do empreendedor e operador responsáveis pela ATT.

· Memorial descritivo: O memorial descritivo deve conter as seguintes partes:

* Informações sobre o local destinado a ATT para avaliação da adequabilidade da atividade quanto a topografia,acessos e vizinhança;

* Descrição da implantação e operação da ATT;

* Equipamentos utilizados no empreendimento;

* Equipamentos de segurança.

· Croqui do empreendimento: O croqui (arranjo físico) da área do empreendimento deve conter indicação do posicionamento nas fotos do relatório fotográfico e as dimensões gerais,com localização e identificação de:

* Confrontante;

* Dispositivos de drenagem superficial;

* Acessos;

* Edificações;

* Local de recebimento e triagem;

* Local de armazenamento temporário dos resíduos recebidos;

* Local de armazenamento temporário dos resíduos Classe “D”;

* Equipamentos utilizados;

* Local de eventual transformação dos materiais segregados.

· Relatório fotográfico: O relatório fotográfico deve permitir a visualização do empreendimento, apresentando os principais aspectos da área, bem como sua testada, acessos e confrontantes.

· Plano de controle de recebimento de resíduos: O plano de controle de recebimento de resíduos deve conter as medidas a serem adotadas durante a operação.Para o recebimento de resíduos de classificação questionada, a ATT deve contar com área específica de espera, preparada com todos os dispositivos necessários à proteção ambiental.

· Condições específicas para pontos de entrega de pequenos volumes: Devem ser observadas as condições a partir do item Generalidades até o item Relatório Fotográfico, inclusive este último.

· Responsabilidade e autoria do projeto: Todos os documentos relativos ao projeto devem ter a assinatura do responsável e o número de seu registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, com a indicação a da “Anotação de Responsabilidade Técnica”(ART).

Conforme o sétimo item da ABNT NRB 15.112/2.004 constam as exigências relativas às condições de Operação das ATT:

· Controle de recebimento dos resíduos: Os resíduos recebidos devem ser controlados quanto à procedência, quantidade e qualidade conforme o Controle de Transportes de Resíduos (CTR).
· Controle qualitativo e quantitativo de resíduos: Devem ser disponibilizados á fiscalização, na ATT, relatórios mensais que contenham:

Quantidade mensal e acumulada de cada tipo de resíduo recebido;
Quantidade e destinação dos resíduos triados, com a comprovação dos destinos.
· Diretrizes para operação: Na ATT devem ser observadas nas seguintes diretrizes:
a) Só devem ser recebidos resíduos de construção civil e resíduos volumosos;
b) Não devem ser recebidas cargas de resíduos da construção civil constituídas predominantemente de resíduos da Classe “D”;
c) Só devem ser aceitas descargas e expedição de veículos com a cobertura dos resíduos transportados;
d) Os Resíduos aceitos devem estar acompanhados do Controle de Transportes de Resíduos (CTR);
e) Os resíduos aceitos devem ser integralmente triados;
f)Deve ser evitado o acúmulo de material não triado;
g) Os resíduos devem ser classificados pela natureza e acondicionados em locais diferenciados;
h) Os rejeitos resultantes da triagem devem ser destinados adequadamente;
i) A transformação dos resíduos triados deve ser objeto de licenciamento específico;
j) A remoção de resíduos da ATT deve estar acompanhada do controle de Transportes de Resíduos (CTR);
k) Os resíduos da construção civil:

Classe “A”: devem ser destinados à reutilização ou reciclagem na forma desagregados ou encaminhados a aterros de resíduos da construção civil e de resíduos inertes, projetados, implantados e operados em conformidade com a ABNT NBR 15.113:
Classe “B”:devem ser destinados à reutilização, reciclagem e armazenamento ou encaminhados para áreas de disposição final de resíduos;
Classe “C”: devem ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as Normas Brasileira (NBR) específicas ;
Classe “D”: devem ser armazenados em áreas cobertas, transportados, reutilizados e destinados em conformidade com as Normas Brasileira (NBR) específicas;

l) Os resíduos volumosos devem ser destinados a reutilização, reciclagem e armazenamento ou encaminhados para disposição final dos resíduos;
II) Os resíduos de classificação questionada devem contar com área específica de espera, preparada com todos os dispositivos necessários à proteção ambiental.

2.5.3 ABNT NBR 15.113/2.004 

Conforme o terceiro item da ABNT NBR 15.113/2.004 constam as definições dos resíduos da construção civil,aterro de resíduos da construção civil de aterro de resíduos inertes, Área de Transbordo e Triagem de resíduos da construção civil e resíduos volumosos (ATT), reservação de resíduos e Controle de Transporte de Resíduos (CTR). Consta também a definição do sistema de monitoramento de águas subterrâneas :

· Sistema de monitoramento de águas subterrâneas: rede de poços implantada para permitir a avaliação de possíveis influências do líquido percolato do aterro na qualidade das águas subterrâneas.

Conforme o quarto item são descritas as Classes “A”,”B”,”C” e “D” que classificam os resíduos sólidos quanto a possibilidade de reutilização e reciclagem. Constam às exigências quanto as condições para implantação, as condições gerais para elaboração do projeto e as condições para o funcionamento ou de operação de um aterro de resíduos da construção civil.

2.5.4 ABNT NBR 15.114/2.004

Conforme o terceiro item da ABNT NBR 115.114/2.004 Resíduos Sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem – Estabelece as diretrizes para projeto, implantação e operação das de reciclagem dos resíduos sólidos da construção civil. Constam também as definições dos resíduos inertes, reutilização, reciclagem, Área de transbordo e triagem de resíduos, geradores, transportadores e Controle de Transporte de Resíduos (CTR).
Segundo a ABNT NBR 15.114/2.004 constam as definições de agregados reciclados:

· Agregados associados: Materiais granulares provenientes do beneficiamento de resíduos da construção que apresentam características técnicas para aplicações em obras de edificação, de infra-estrutura, de aterros sanitários ou outras obras de engenharia.

· Área de reciclagem de resíduos da construção civil: Área destinada ao recebimento e transformação de resíduos da construção civil Classe “A”, já os triados, para produção de agregados reciclados

Conforme o quarto item da ABNT NBR 15.114:2004 são descritas as Classes “A”,”B”,”C” e “D” que classificam os resíduos sólidos quanto a possibilidade de reutilização e reciclagem.

2.5.5 ABNT NBR 15.116/2004

Segundo a ABNT NBR 15.116/2004 Agregados reciclados de Resíduos Sólidos da Construção Civil - Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Estabelece requisitos para emprego de agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil em obras de pavimentação viária, em camadas de reforço do subleito, sub-base e base de pavimentação ou revestimento primário de vias não pavimentadas desde que sem função estrutural.
Conforme o terceiro item da ABNT NBR 15.116/2004 constam as definições de agregados reciclados apresentados na seqüência :

· Concreto de cimento Portland sem função estrutural, com agregado reciclado: Material destinado a usos como enchimentos, calçadas e fabricação de artefatos não estruturais, como blocos de vedação, meio-fio (guias), sarjeta, canaletas, mourões e placas de muro. Estas utilizações em geral implicam o uso de concretos de classes de resistência C10 e C15 na ABNT NBR 8.953.

· Beneficiamento: Ato de submeter um resíduo a operações e/ou processos que tenham por objetivo dotá-lo de condições que permitam que seja utilizado como matéria-prima ou produto.

Segundo a ABNT NBR 15.116/2004 constam os requisitos para utilização dos agregados reciclados destinados à execução de pavimentação,os requisitos para agregado reciclado destinado ao preparo de concreto sem função estrutural e as exigências para o controle de qualidade e caracterização do agregado reciclado.

3. CONCLUSÃO

De uma forma global a principal justificativa para a escolha do tema desenvolvido e elaboração deste TCC é a conservação de um meio ambiente agradável para a vivência humana. E desta forma conclui-se que o sistema adotado para o tratamento dos resíduos sólidos tem potencial e é eficiente, porém ainda são necessários investimentos em difusão de informação e treinamento de pessoal (população e profissionais).
Há grande importância no entendimento da legislação e conseqüentemente no cumprimento desta, pois uma das maiores dificuldades relatadas pelos componentes das ATT está nos resíduos e conseqüentemente na triagem deste material. Isto ocorre porque é muito difícil o recebimento de uma caçamba estacionária de forma segregada. Vale lembrar que a maior parte da triagem dos resíduos é feita manualmente, portanto é um processo demorado e que envolve riscos.
A partir do momento em que a legislação foi elaborada e o sistema passou a ser implantado, a tendência é de se alcançar um patamar favorável desde que haja colaboração de todas as partes e de que não sejam corrompidas,
É importante desenvolver alternativas para que a sociedade possa realizar a correta destinação dos resíduos de construção civil, bem como trabalhar com a conscientização ambiental para reduzir os desperdícios e melhorar a segregação dos resíduos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas,NBR 10.004 - Resíduos Sólidos –Classificação,Rio de Janeiro,2.004.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas,NBR 10.006 - Procedimento para obtenção de extrato solubilizado de resíduos sólidos,Rio de Janeiro,2.004.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas,NBR 10.007 – Amostragem de Resíduos Sólidos,Rio de Janeiro,2.004.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas,NBR 15.112 – Resíduos da Construção Civil e Resíduos volumosos – Áreas de Transbordo e triagem – Diretrizes para projeto,implantação e operação,Rio de Janeiro,2.004.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas,NBR 15.113 – Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes – Inertes – Diretrizes para projeto,implantação e operação,Rio de Janeiro,2.004.
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas,NBR 15.114 – Resíduos Sólidos da construção civil – Áreas de reciclagem – Diretrizes para projeto,implantação e operação,Rio de Janeiro,2.004. 
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas,NBR 15.116 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos,Rio de Janeiro,2.004.
MANUAL SOBRE DE RESÍDUOS SÓLIDOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL – Fortaleza -2011.
CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente – Resolução 307.Classificação dos Resíduos Sólidos da Construção Civil,Brasília,05 de julho de 2.002 disponível no site: www.mma.gov.br, acesso em 20 de novembro de 2013.
www.slideshare.net, acesso em 20 de novembro de 2013
http//inac.org.br/crcd1/municípios-da-baixada.com, acesso em 20 de novembro de 2013 
http//geraçãosustentável.com.br, acesso em 20 de novembro de 2013

ANEXO A
RELATÓRIO DE ESTÁGIO

Ao participar do estágio na Empresa CCR Rodonorte, foram realizados vários trabalhos,o qual foi de grande importância para o meu aprendizado no que diz respeito a execução de obras.Os quais podemos citar na seqüência:

· verificado a realização de reformas, ampliação, demolição e hidráulica e elétrica;

· feito trabalhos de sondagens para analisar o solo onde será construída a rodovia;

· feito o acompanhamento da concretagem do pavimento rígido na praça de pedágio;

· verificamos a construção de canaletas e caixas coletoras de águas pluviais;

· realizado a colocação de revestimento cerâmico no banheiro de Centro de Atendimento ao Usuário (CAU);

· verificado a manutenção e troca de tubulação do hidrante;

· verificado a instalação de tomadas elétricas, fiação, lâmpadas e interruptores em banheiros que foram reformados;

· verificado a coleta de amostra,o rompimento do corpo de prova de concreto em prensa hidráulica para verificação do seu MPa (resistência), o qual foi aplicado em pavimento rígido;

· verificado a confecção da armação da ferragem que será usado nas estacas, pilares e vigas na reforma do barracão do almoxarifado;

· acompanhamento da perfuração e locação de obra para ampliação de barracão;

· verificado a concretagem de pilares e vigas;

· chapisco, emboço e reboco;

· concretagem de calçada em torno do barracão;

· verificado a confecção de fôrmas para a concretagem de pilares e viga baldrame . 

Ao término do estágio, concluiu-se que é de grande importância a participação prática do aluno em obras, para que se possa ampliar seus conhecimentos e adquirir melhores resultados na sua jornada da sua vida profissional como Técnico em Edificações. 
Foram executados vários trabalhos relacionados com a construção civil, no qual participei observando diferentes técnicas de execução dos trabalhos abaixo desenvolvidas:
Feito levantamento de pistas de concreto com trincas;

Selecionadas as pistas iniciam os trabalhos de rompimento;
Acompanhado trabalho de limpeza das pistas;
Efetuado acompanhamento do concreto magro (regularização);
Verificado sistema de armação de ferragem;
Acompanhado início de concretagem e retirada de corpo de prova;
Acompanhado o rompimento de corpo de prova;
Acompanhado demolição de paredes;
Acompanhado a construção de casas de proteção para poços artesianos;
Verificado parte de emboço;
Verificado escavação para implantação de pórticos;
Concretagem de tubulão para implantação de pórticos;
Acompanhado a demolição para reforma de parede;
Acompanhado escavação e concretagem de blocos de concreto para implantação de novos radares BR376;
Acompanhado desforma dos blocos e implantação dos novos semáforos.

Com base neste estágio, venho informar que os trabalhos aqui descritos são de grande importância para os meus conhecimentos.

3. CONCLUSÃO

Com este trabalho podemos afirmar, que é muito grande a preocupação das autoridades em relação ao que fazer com os resíduos que gera a grande indústria da construção civil. E é através da criação de leis ambientais, usinas de reaproveitamento, reeducação e de readequação de todos envolvidos no processo para que possamos reaproveitar o máximo o entulho produzido e deixando assim de usar a matéria prima virgem ou usarmos a mesma em menor proporção criando assim um meio mais sustentável agredindo menos o meio ambiente e com isso podendo até diminuir os custos de uma obra viabilizando assim o processo de reaproveitamento.