segunda-feira, 4 de maio de 2015

Arquitetura e Desenvolvimento Sustentável

A empresa Eco Floating Homes constrói casas flutuantes com uma proposta sustentável e design contemporâneo.

  • O desenvolvimento sustentável deve atender às necessidades do presente, sem comprometer o atendimento das necessidades de gerações futuras. Este conceito foi publicado em 1987, no Brundtland Report, relatório emitido pela Comissão Mundial das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (World Commission on Environment and Development) ou Brundtland Commission, criada em 1983, pelas Nações Unidas. O objetivo era definir políticas e estratégias de desenvolvimento sustentável nos âmbitos social, econômico e, sobretudo, ambiental.
Sustentabilidade é portando um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais e ambientais das sociedades humanas.Uma atividade sustentável é Economicamente viável, Socialmente justa e Ecologicamente correta.
  • Em relação à arquitetura, uma edificação sustentável é aquela que quantifica os impactos que causa ao meio ambiente e à saúde humana, empregando todas as tecnologias disponíveis para mitigá-los, ou seja, é um edifício que consome menos energia, água e outros recursos naturais, considera o ciclo de vida dos materiais utilizados e o da edificação desde o seu projeto, passando pela construção, operação e manutenção, até o esgotamento da sua destinação original. Seu objetivo é integrar harmoniosamente, num projeto global, estética, conforto e qualidade de vida, com o mínimo de impacto no entorno. A arquitetura, portanto, pode contribuir para melhorar a qualidade de vida e a convivência entre as pessoas em seu ambiente.
O projeto sustentável deve ser desenvolvido por uma equipe multidisciplinar integrada que trabalhe em conjunto desde a concepção, sob a figura de gerenciador ou coordenador. Este profissional poderá se valer de uma consultoria em sustentabilidade. O modelo linear de trabalho, onde o projeto arquitetônico é entregue aos demais projetistas que, a partir daí, desenvolvem trabalhos para compatibilização, não se adequa à produção de edificações sustentáveis. O desenvolvimento de um projeto sustentável deve ser circular, onde todos contribuem desde o início, e alguns temas devem ser necessariamente abordados:
  1. Respeito e adequação às condicionantes locais;
  2. Minimização dos impactos no entorno;
  3. Racionalização da energia;
  4. Racionalização da água;
  5. Espaços adequados à Gestão dos Resíduos;
  6. Manutenabilidade;
  7. Conforto e saúde dos usuários;
  8. Escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos
Canteiro de obras sustentável:
  • A sustentabilidade na construção civil depende de um esforço conjunto e multidisciplinar. O arquiteto tem como responsabilidade, neste processo, o conhecimento e domínio dos temas da sustentabilidade antes das decisões de projeto, o questionamento de possíveis soluções e avaliação de informações obtidas. Sua atuação deve estar em constante evolução, baseada em experiências e modelos já desenvolvidos e na busca de novas soluções relacionadas aos aspectos técnicos, ambientais, sociais e econômicos.
Neste sentido, o cabe dissertar, de maneira não exaustiva ou definitiva, diretrizes de sustentabilidade que devem ser consideradas na concepção de projetos para edifícios.
  • O primeiro passo é a realização de Análises Preliminares. Estas análises tem como objetivo o conhecimento das características do terreno e do entorno do local onde será implantado o empreendimento, a fim de potencializar as suas vantagens e limitar seus eventuais aspectos negativos, sempre buscando a integração e a harmonização do edifício e seu entorno.
É imprescindível que se realize previamente uma análise e coleta de informações do terreno a ser edificado e de seu entorno, bem como o estudo da potencialidade ambiental do empreendimento, por meio da elaboração de programa de necessidades e indicação de objetivos ambientais a serem atingidos, ou ainda, o delineamento do Perfil Ambiental do

Empreendimento.:
  • Somente com tais atividades preliminares pode-se obter subsídios necessários para identificar as oportunidades, dificuldades a serem superadas e a possibilidade de se otimizar as potencialidades observadas nas características locais, sempre com vistas aos objetivos do desenvolvimento sustentável, criando elementos que poderão ser aplicados ao projeto da edificação. É este o momento propício para que as necessidades e expectativas dos diversos agentes e interessados (empreendedor, projetistas, consultores, construtores, vizinhos) sejam devidamente explicitadas e delimitadas.
Deve-se analisar o modo segundo o qual o projeto valoriza os dados contextuais provenientes da análise prévia do local do empreendimento, bem como estimar os possíveis impactos do empreendimento no meio ambiente.
Nesse momento devem ser analisados:
  1. Aspectos naturais (meio físico e ecossistemas, riscos naturais);
  2. Infraestrutura (sistema viário, redes, recursos e serviços locais, riscos tecnológicos e sanitários);
  3. Vizinhança (equipamentos urbanos, entorno construído, comunidade etc.);
  4. Contexto regulamentar.
O empreendimento deve estar alinhado com os princípios de desenvolvimento sustentável aplicados à gestão do território.
  • É igualmente importante nesse momento a realização do estudo de insolação e de ventos. Para a realização de tal atividade, podem ser utilizados o software Google SketchUp (disponível para download gratuito) ou qualquer outro programa computacional de modelagem tridimensional. 
Devem ser modelados não apenas o empreendimento, como as edificações e demais características do entorno que causem interferência na insolação do edifício. Esta modelagem pode ser volumétrica, e o cálculo necessita da inserção dos dados da cidade onde será implantado o edifício (latitude, longitude e fuso horário), para que os ângulos de incidência do sol fiquem corretos. As perspectivas que irão compor o Estudo devem ser em no mínimo dois pontos de vista diferentes, de maneira que se possa visualizar a ação do sol e dos ventos sobre o edifício e seus eventuais obstáculos. Para cada ponto de vista configurado, devem ser geradas imagens, de acordo com as datas e horários seguintes:
a) outono: dia 20 de março, às 7hs, 11hs, 15hs e 18hs;
b) inverno: dia 21 de junho, às 7hs, 11hs, 15hs e 17hs;
c) primavera: dia 22 de setembro, às 6hs, 11hs, 15hs e 17hs;
d) verão: 21 de dezembro, às 6hs, 11hs, 15hs e 18hs.
A eficiência energética de uma edificação está relacionada à sua implantação e orientação, definição da envoltória (características dos materiais), escolha adequada dos sistemas (resfriamento/aquecimento, iluminação, equipamentos etc.) e à existência de meios adequados para o monitoramento do seu desempenho. 
  • Os objetivos são a redução do consumo de energia de fontes não renováveis, a minimização na emissão de poluentes e a utilização de fontes renováveis de energia.
Para limitar o consumo de energia durante a fase de uso e operação do edifício e, consequentemente, limitar o esgotamento dos recursos energéticos não renováveis e as emissões de poluentes atmosféricos e de resíduos radioativos, é necessário:
  • Refletir antes de tudo sobre os elementos de arquitetura bioclimática que favoreçam a redução do consumo energético,
  • Trabalhar sobre os sistemas e a escolha das modalidades de energia empregadas para otimizar os consumos e reduzir os poluentes.
O perfil de desempenho energético a ser atingido deverá ser definido, para que se possa estabelecer estratégias para reduzir a necessidade de equipamentos e o consumo de energia, durante todo o ciclo de vida do empreendimento, atendendo às necessidades de conforto dos usuários (térmico, visual, olfativo e qualidade do ar) em todas as estações. Busca-se, assim:
  • Redução do consumo e melhora do desempenho energético do edifício;
  • Redução do consumo de energia primária e da emissão de poluentes associados.Algumas possíveis soluções passivas a serem implementadas nos projetos, de sorte a reduzir a necessidade de resfriamento artificial e iluminação artificial:
  • 3. ventilação natural (aproveitamento dos ventos dominantes, ventilação cruzada, efeito chaminé, ventilação por baixo da edificação, pela cobertura ou através de espaços intermediários – como pátios, fachada dupla ventilada, passagem do ar entre duas lajes ou no interior de uma laje, super-ventilação noturna, portas internas com venezianas, ambientes menos compartimentados para maior circulação do vento);
  • 4. proteções solares exteriores (beirais, brises, toldos etc.), fixas ou móveis, eventualmente automatizadas, nas fachadas com maior incidência solar, inclusive em átrios e circulações;
  • 5. cores claras nas fachadas com maior exposição ao sol;
  • 6. aproveitamento da inércia térmica do solo, da inclinação do terreno, da vegetação e da água eventualmente existentes no local do empreendimento etc.
  • 7. iluminação natural abundante nos ambientes de permanência prolongada e de circulação;
  • 8. proteção contra o ofuscamento exterior ou a irradiação solar direta;
  • 9. cores claras nas superfícies internas;
  • 10. poços de luz e iluminação zenital, evitando a irradiação direta de luz natural;
  • 11. abertura de acesso à luz do dia para os ambientes profundos;
  • 12. bancadas de luz para aumentar a iluminação natural no fundo dos ambientes;
  • 13. envidraçamentos nas partes altas das fachadas.
O recurso natural Água está presente no terreno de cinco maneiras distintas: água de chuva, escoamento difuso, lençol freático, rede pública de água potável e rede de esgoto. Este recurso se apresenta como fonte a ser preservada (lençóis freáticos) ou como fonte a economizar (água potável), e ainda sob a forma de risco climático a ser gerenciado (água de chuva) ou de efluentes a evacuar (águas servidas, esgoto).
  • A gestão ambientalmente correta da água em um empreendimento está relacionada à redução do consumo de água potável e à minimização dos riscos de poluição e inundação. É necessário, portanto, explorar racionalmente os recursos disponíveis e otimizar a quantidade de água consumida para os diferentes usos.
Devem ser adotadas estratégias para a economia de água potável, como o incentivo à utilização racional através da instalação de equipamentos economizadores e da sensibilização dos usuários, e deve ser prevista a utilização de águas pluviais para usos que não necessitem das características de potabilidade (irrigação de jardins, lavagem de pisos, alimentação de bacias sanitárias. O ciclo da água deverá ser favorecido por soluções adequadas de retenção e infiltração, buscando-se, aqui, a minimização do coeficiente de impermeabilização e da vazão de escoamento do terreno, e favorecendo a permeabilidade do solo. Gerenciar o uso da água de maneira sustentável em um edifício significa estar atento aos seguintes aspectos:
  • Suprimento de água potável,
  • Gestão de águas pluviais no terreno,
  • Esgotamento sanitário.
Por sua vez, o desafio ambiental associado à gestão dos resíduos gerados pelas atividades é o de limitar a produção dos resíduos finais. Para tanto, convém adotar disposições que garantam a separação dos resíduos durante a fase de uso e operação, tendo em vista uma revalorização ótima e integrada às cadeias locais de reaproveitamento de resíduos (reuso ou reciclagem).

Arquitetura Sustentável - Sustentabilidade Urbana Imobiliária

  • Outro desafio da gestão de resíduos de uso do edifício é a qualidade intrínseca do sistema: não apenas o sistema garante a funcionalidade e o conforto para os ocupantes do edifício, mas constitui, igualmente, uma garantia da eficácia das medidas tomadas para a revalorização ótima dos resíduos. O principal objetivo que deve ser destacado é a Revalorização e gestão dos resíduos de uso e operação do edifício.
O projeto arquitetônico pode facilitar a gestão de resíduos. Recomenda-se que seja definido em projeto:
  • Natureza, número, função e localização das diferentes zonas de resíduos e seus circuitos de estocagem, agrupamento e retirada;
  • Facilidade de acesso e condições satisfatórias de circulação e retirada de resíduos através da implantação;
  • Zonas de resíduos externas protegidas contra ventos e chuvas e situadas sobre superfícies estanques ou providas de contenção; 
  • Facilidade de limpeza das zonas e equipamentos de resíduos através da proximidade de fontes de água e áreas para lavagem).
No projeto é igualmente importante que sejam previstos:
  • Depósito de lixo nos andares, próximo a área de circulação vertical de serviço;
  • áreas centrais para acúmulo e separação do lixo (depósito central de lixo).
Como Gestão Ambiental da Manutenção entende-se o conjunto de atividades a serem realizadas para conservar ou recuperar a capacidade funcional e o desempenho da edificação e de seus sistemas constituintes. A preocupação, aqui, são as atividades de conservação e de manutenção que permitem garantir, ao longo do tempo, o desempenho adequado do empreendimento: limpeza, controle, reparos, substituição de elementos etc. Esta garantia é obtida pela boa manutenção do edifício e do conjunto formado pelos seus equipamentos (preventiva sistemática, preventiva ocasional ou corretiva).
  • Uma “boa” manutenção, sob o ponto de vista ambiental, apresenta as seguintes qualidades: necessidades de manutenção otimizadas; baixo impacto ambiental e sanitário dos produtos e procedimentos utilizados; execução garantida em todas as situações; meios de acompanhamento que permitem a manutenção do desempenho; acesso a equipamentos e sistemas.
O principal objetivo que deve ser destacado é a Garantia de manutenibilidade do edifício. Uma forma de se alcançar esse objetivo é o de garantir em projeto facilidade de acesso aos componentes dos sistemas, viabilizando a adequada execução das atividades de conservação e manutenção. Por exemplo, podem se adotadas as seguintes ações:
  • Definição do posicionamento dos elementos técnicos, dimensões dos acessos às áreas técnicas, acessibilidade aos elementos técnicos, dimensionamento dos elementos técnicos e dimensões das zonas de execução dos trabalhos;
  • Presença de iluminação, presença e distribuição de pontos de alimentação de energia nos locais previstos para as práticas de conservação e manutenção dos sistemas.
O conforto ambiental tem como objetivo adequar os princípios físicos envolvidos e as necessidades de caráter ambiental - higrotêrmicas, acústicas, visuais e olfativas - aos projetos construtivos. Uma das funções da arquitetura é oferecer ao homem, no interior dos edifícios, condições ambientais compatíveis ao conforto humano, independente das condições externas. Em relação ao conforto higrotêrmico, o conhecimento das exigências humanas de conforto e das características climáticas locais, associado ao das características térmicas dos materiais e de premissas para o partido arquitetônico, proporciona condições para se projetar edifícios e espaços urbanos cuja resposta atenda às exigências de conforto. Elementos arquitetônicos de controle térmicos passivos favorecem a redução do excesso de calor no interior dos edifícios, minimizando os efeitos de climas excessivamente quentes. O uso da energia de maneira racional, por sua vez, permite a otimização térmica dos ambientes internos, reduzindo o consumo energético dos sistemas de climatização artificial (resfriamento ou aquecimento).
  • Para garantir o conforto higrotêrmico, é necessário equalizar as características do entorno e da edificação, melhorando sua aptidão para favorecer o conforto durante todo o ano. Além disso, o sistema de resfriamento utilizado deve ser ajustado para as melhores condições relacionadas à temperatura dos ambientes e à velocidade do ar. O conforto acústico, por sua vez, pode influenciar a qualidade do trabalho, do sono e das relações entre os usuários do edifício. Quando a qualidade do meio sonoro se deteriora e o conforto se degrada, os efeitos observados podem se revelar rapidamente bastante prejudiciais: queda de produtividade, conflitos de vizinhança e problemas de saúde. 
Deve-se, aqui, conciliar duas necessidades, a minimização de incômodos sonoros devidos ao meio exterior e interior, e a preservação do contato auditivo com o ambiente interno, garantindo a percepção de sinais úteis ou interessantes. Em relação ao conforto visual, deve-se atentar para as condições de iluminação natural e acesso à vistas externas, e para a eficiência da iluminação artificial. A luz natural deve ser aproveitada, evitando-se seus inconvenientes (ofuscamento direto ou indireto, sombreamentos etc.), e a iluminação artificial deve ser integrada à iluminação natural, sempre de maneira complementar. O conforto olfativo está relacionado às condições de ventilação dos ambientes internos (taxa de renovação de ar suficiente em função da atividade dos ambientes), bem como à existência de fontes de odores desagradáveis, internas e externas, e à adoção de medidas para mitigar os seus efeitos.
  • Utilização de proteções arquitetônicas quanto ao sol e ao calor, adaptadas à orientação do edifício e à estação do ano (orientação das aberturas, proteções solares fixas ou móveis, proteção de áreas envidraçadas, orientação dos ambientes com cargas térmicas elevadas para a face de menor índice de insolação, utilização de zonas de sombra e máscaras de sombreamento para resfriamento), são exemplos de soluções que devem ser exploradas nos projetos arquitetônicos.
A qualidade sanitária dos ambientes está relacionada aos riscos sanitários que podem eventualmente ser causados por equipamentos e superfícies presentes no espaço interno de uma construção. A qualidade sanitária do ar, por sua vez, exige a garantia de ventilação eficaz e a adoção de medidas adequadas, caso seja verificada a existência de fontes de poluição do ar, sejam elas internas ou externas. Já para a qualidade sanitária da água devem ser adotadas medidas necessárias para respeitar os critérios de materiais, estrutura e proteção das redes, potabilidade e qualidade da água, evitando o desenvolvimento de agentes patogênicos e possíveis doenças.
  • Relativo aos Materiais e Processos construtivos, o objetivo é o de minimizar o impacto ao meio ambiente através da escolha de materiais sustentáveis, cuja cadeia produtiva seja menos danosa ao ambiente e à saúde. Além disso, devem ser especificados produtos de qualidade, adequados ao seu uso, e que ofereçam as garantias técnicas às quais estão habilitados a atender (solidez, segurança, durabilidade, etc.).
Deve-se realizar a escolha de produtos, sistemas e processos a partir da consideração das seguintes características:
  • Qualidade e desempenho técnico em uso;
  • Qualidade técnica da construção;
  • Facilidade de conservação da construção;
  • Impacto ambiental e sanitário da construção;
  • Qualidade arquitetônica (estética, valorização patrimonial, imagem, etc.);
  • Critérios econômicos;
  • Caráter social.
Alguns aspectos que precisam ser obrigatoriamente ser levados em consideração no momento em que os projetistas estão especificando os materiais e sistemas construtivos:
  • A qualidade e desempenho técnico em uso (resposta do produto ao uso ao qual é destinado e oferta de garantias técnicas de solidez e de segurança adequadas) dos produtos, sistemas e processos especificados;
  • A qualidade técnica da construção (contribuição dos produtos de construção à durabilidade e à adaptabilidade da construção durante sua vida útil);
  • A desmontabilidade e a separabilidade dos produtos, sistemas e processos construtivos ao projetar o empreendimento, considerando os impactos produzidos durante a sua desconstrução;
  • A adoção preferencial de sistemas construtivos que permitam montagem e desmontagem.
Toda essa preocupação com uma projeto multidisciplinar, que utilizem soluções sustentáveis, industrializadas, de fácil manutenibilidade, propicia o projeto e a instalação de um canteiro de obras também sustentável; uma vez que, entre outras, o volume de resíduos é minimizado e também se é permitido o estudo e a implementação de um projeto de logística.
  • O canteiro de obras origina diversas fontes de poluição e incômodos (produção de resíduos; incômodos sonoros, visuais e olfativos; poluição do solo, da água e do ar; consumo de recursos etc.), que o empreendedor pode minimizar a fim de reduzir os seus impactos ambientais. Para garantir o melhor desempenho em relação ao canteiro de obras e minimizar o impacto negativo no entorno, é necessário realizar o planejamento das atividades da obra, prevendo seus possíveis impactos, organizar adequadamente todos os processos relacionados à gestão do canteiro, e atuar junto aos agentes suscetíveis aos impactos: trabalhadores do canteiro, vizinhos (permanentes) e transeuntes e visitantes (esporádicos). Quando as diferentes partes interessadas submetidas a estes impactos são envolvidas na etapa do canteiro de obras (antes dele começar e durante a obra), as medidas são mais eficazes e o canteiro de obras é muito melhor visto.
Em relação à produção de resíduos no canteiro de obras, o desafio é encontrar soluções para minimizar a produção desses resíduos e para desenvolver os processos de triagem, a coleta seletiva e as cadeias para o seu beneficiamento. O beneficiamento ou revalorização de um resíduo supõe o seu retorno ao ciclo produtivo e/ou de negócios, pelo reuso, reutilização, reciclagem ou regeneração, ou ainda sob a forma de energia, de forma a prolongar a sua vida útil ou mesmo iniciar um novo ciclo de vida útil.
  • Em agosto de 2010 foi aprovada a Lei nº. 12.305, que apresenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A PNRS apresenta a necessidade de reestruturação de toda a cadeia produtiva nacional, enfatizando os conceitos de produção eco-eficiente, sustentabilidade, responsabilidade compartilhada entre todos os elementos da cadeia de produção e consumo, logística reversa e criação de planos específicos de gestão de resíduos por alguns setores produtivos.
Os principais objetivos a serem alcançados, portanto, são: a Gestão dos resíduos do canteiro de obras e a Minimização dos impactos sobre a vizinhança.
  • Por fim, afirma-se que A SUSTENTABILIDADE DEPENDE DE UM ESFORÇO CONJUNTO E MULTIDISCIPLINAR. O arquiteto deve possuir conhecimento e domínio dos temas relacionados à sustentabilidade antes das decisões de projeto e buscar quebrar paradigmas. Vivemos um momento, o qual considero importante uma simples palavra

O expert em sustentabilidade Jerry Nelson revelou para a revista Exame 7 tipos 
de projetos que serão tendências nos próximos anos na arquitetura 
sustentável e em construções.